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Estaleiro que ganhou leilão de navios sob Lula inicia projeto de expansão

Estaleiro Mac Laren investe US$ 50 milhões em dique flutuante e cria 400 empregos, ampliando sua atuação no setor naval.

Instalações do estaleiro Mac Laren, que hoje opera como base de apoio para a indústria petrolífera, em Niterói (RJ). (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
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O Estaleiro Mac Laren, em Niterói (RJ), anunciou um novo projeto de expansão que inclui a construção de um dique flutuante, com um investimento de 50 milhões de dólares financiados pelo Fundo de Marinha Mercante. Essa expansão permitirá ao estaleiro diversificar suas operações e participar de novas licitações da Transpetro, que é uma subsidiária da Petrobras. O vice-presidente do estaleiro, Alexandre Kloh, mencionou que essa iniciativa é importante, especialmente porque o Mac Laren faz parte de um consórcio que venceu um leilão para construir quatro navios petroleiros, com as obras começando entre agosto e setembro. A construção desses navios deve gerar cerca de 1.500 empregos diretos no Estaleiro Rio Grande, parceiro do Mac Laren, e 400 empregos no próprio estaleiro durante o pico das obras. A Transpetro também lançou uma licitação para a construção de oito navios gaseiros, que o Mac Laren está disputando. Kloh destacou que, com a demanda crescente, os grandes estaleiros podem ficar sobrecarregados, tornando a diversificação uma estratégia necessária. O Mac Laren, que tem 90 anos de história e é um dos poucos estaleiros brasileiros fora de recuperação judicial, enfrenta desafios como a falta de crédito, que afeta outros estaleiros. Após vencer o leilão, o consórcio negociou com a Petrobras para reduzir o conteúdo local mínimo, permitindo a compra de parte da superestrutura dos navios no exterior, mas o foco agora é garantir a compra de aço de siderúrgicas brasileiras.

O Estaleiro Mac Laren, localizado em Niterói (RJ), anunciou a aprovação de um projeto de expansão que inclui a construção de um dique flutuante, com investimento de US$ 50 milhões. O financiamento foi obtido através do Fundo de Marinha Mercante (FMM) e visa diversificar as operações do estaleiro, que atualmente se concentra em reparos de embarcações.

O vice-presidente do estaleiro, Alexandre Kloh, destacou que a expansão permitirá ao Mac Laren participar de novas licitações da Transpetro, subsidiária da Petrobras. O estaleiro é parte de um consórcio que venceu o primeiro leilão de construção de navios petroleiros durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O contrato prevê a construção de quatro navios de transporte de combustíveis, com as obras iniciando entre agosto e setembro.

Oportunidades no Setor Naval

A expectativa é que a construção dos navios gere cerca de 1.500 empregos diretos no Estaleiro Rio Grande (ERG), parceiro do Mac Laren, enquanto o estaleiro niteroiense deve empregar 400 trabalhadores durante o pico das obras. A Transpetro já lançou uma licitação para a construção de oito navios gaseiros, que o Mac Laren também está disputando, parte de um plano de renovação da frota que inclui até 25 embarcações.

Kloh observa que, com a demanda crescente, os grandes estaleiros podem ficar sobrecarregados, limitando o espaço para reparos. A diversificação das operações é uma estratégia para enfrentar essa realidade, já que o Mac Laren tem se concentrado em apoio a plataformas de petróleo nos últimos anos.

Desafios e Perspectivas

Com 90 anos de história, o Mac Laren se destaca como um dos poucos estaleiros brasileiros fora de recuperação judicial, o que facilita sua participação em novas licitações. O setor naval enfrenta desafios, como a falta de crédito, que impede a participação de outros estaleiros em dificuldades. Kloh acredita que a utilização do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) poderia ajudar a superar esses obstáculos.

Após vencer o leilão, o consórcio negociou com a Petrobras a redução do conteúdo local mínimo, permitindo a compra de parte da superestrutura dos navios no exterior. O foco agora é garantir a compra de aço de siderúrgicas brasileiras, apostando na competitividade do produto nacional em meio a tarifas impostas por outros países.

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