A C&A anunciou que vai encerrar sua parceria com o Banco Bradesco e o Bradescard, que durava desde 2009. A empresa vendeu os direitos do cartão Bradescard por 170 milhões de reais e pagou antecipadamente 650,6 milhões de reais para operar seus serviços financeiros de forma independente. Essa mudança permitirá que a C&A não dependa mais dos serviços do Bradesco. Após o anúncio, as ações da C&A subiram 2,82%, alcançando 17,50 reais. O Bradesco BBI considerou a venda um passo positivo, pois trouxe um resultado líquido estimado em 155 milhões de reais, representando cerca de 3% do valor de mercado da empresa. Embora a contribuição do Bradescard para a receita da C&A tenha sido pequena, a transação é vista como uma oportunidade para a empresa explorar novos modelos de negócios e aumentar sua autonomia. O BTG também elogiou a transação, que pode ajudar a C&A a crescer, mesmo com um cenário de crédito mais difícil.
A C&A (CEAB3) anunciou nesta segunda-feira, 23, o fim de sua parceria com o Banco Bradesco (BBDC4) e o Bradescard, que durava desde 2009. A varejista informou que vendeu os direitos da carteira do cartão Bradescard por R$ 170 milhões e quitou antecipadamente R$ 650,6 milhões para explorar serviços financeiros de forma independente.
O acordo, formalizado em um termo de transação, permite à C&A desvincular-se dos serviços financeiros que antes eram exclusivos do Bradesco. A quitação antecipada, que tinha vencimento previsto para julho de 2025, representa um movimento estratégico para a empresa, que busca maior autonomia em suas operações financeiras.
Reação do Mercado
Após o anúncio, as ações da C&A apresentaram alta de 2,82%, cotadas a R$ 17,50. O Bradesco BBI avaliou a venda como um passo positivo, destacando que, embora a quitação já estivesse prevista, a venda da carteira trouxe um resultado líquido estimado em R$ 155 milhões, o que representa cerca de 3% do valor de mercado da empresa.
O impacto da Bradescard nos resultados da C&A foi marginal, representando apenas 1% da receita consolidada no primeiro trimestre de 2025. Com o término do acordo, essa contribuição deve se extinguir, mas o BBI mantém uma visão otimista sobre a C&A, prevendo aumentos no lucro sustentados por iniciativas de produtividade.
Perspectivas Futuras
O BTG também considerou a transação favorável, pois fortalece a autonomia da C&A em explorar novos modelos de monetização. Apesar da queda na penetração de crédito, as vendas em mesmas lojas cresceram em dois dígitos, impulsionadas por uma gestão eficiente de estoque e precificação.
O BBA destacou que, embora o crescimento financeiro a curto prazo seja modesto, a transação reforça uma mudança estratégica mais ampla da C&A em direção à verticalização de seus serviços financeiros. A venda do portfólio a um valor superior ao esperado proporciona maior segurança em relação à execução das estratégias da empresa.
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