Muitos consumidores estão usando o nome de amigos ou familiares para conseguir crédito devido à alta inadimplência. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito mostra que 29% das pessoas fizeram isso no último ano. Os principais usos foram para compras com cartão de crédito, empréstimos e financiamentos. As razões incluem a falta de acesso ao crédito e o limite estourado do cartão. O presidente da CNDL, José César da Costa, alerta sobre os riscos, pois quem empresta o nome pode ter problemas financeiros. A maioria dos pedidos de uso do nome acontece entre familiares e amigos. As justificativas variam, mas muitos mencionam a necessidade de comprar alimentos ou pagar dívidas. Apesar disso, 84% dos consumidores afirmam que estão pagando suas parcelas em dia.
Por conta da alta inadimplência da população, muitos consumidores têm adotado uma prática arriscada: utilizar o nome de amigos ou familiares para obter crédito. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), realizada em parceria com a Offerwise Pesquisas, revela que 29% dos consumidores recorreram a essa estratégia nos últimos 12 meses.
Os dados mostram que os principais usos do nome de terceiros foram para compras com cartão de crédito (21%), seguidos por empréstimos (4%), crediário (4%), financiamentos (3%) e cheques (2%). Entre os motivos que levam os consumidores a essa prática, destacam-se a falta de acesso ao crédito (24%), o estouro do limite do cartão ou cheque especial (24%) e a dificuldade em obter aprovação (18%).
Riscos Envolvidos
José César da Costa, presidente da CNDL, alerta para os riscos financeiros e pessoais dessa prática. Ele destaca que quem empresta o nome assume o risco com a instituição financeira e pode enfrentar problemas como atrasos ou a quitação de dívidas que não foram contraídas por ele. A pesquisa também indica que os pedidos de nome emprestado ocorrem, principalmente, entre familiares e amigos: cônjuges (26%), irmãos (18%), pais (18%), amigos (17%) e outros familiares (17%).
Os argumentos para justificar o pedido de uso do nome variam. 25% dos entrevistados mencionaram a necessidade de fazer compras de supermercado, 18% queriam pagar dívidas, 17% pretendiam comprar algo para os filhos e 15% mencionaram a compra de presentes em datas especiais. Apesar da prática, 84% dos consumidores afirmam que têm honrado os compromissos financeiros, quitando as parcelas em dia.
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