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Copel se prepara para migração ao Novo Mercado e atrai novos investidores

Copel propõe migração para o Novo Mercado da B3, visando fortalecer a governança e atrair investidores até o final de 2025.

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A Copel, uma empresa do setor elétrico brasileiro, anunciou que pretende migrar para o Novo Mercado da B3, um segmento que exige boas práticas de governança. Essa mudança tem como objetivo fortalecer a governança da empresa, atrair investidores estrangeiros e reestruturar seu capital social, mantendo uma política de dividendos alta. Após a privatização, a empresa busca ampliar sua base de investidores e melhorar sua visibilidade no mercado. A proposta inclui a conversão de ações preferenciais em ordinárias e a criação de uma nova classe de ações preferenciais que poderão ser resgatadas, sem diluir a participação dos acionistas. A estrutura de capital da Copel será composta apenas por ações ordinárias e uma golden share pertencente ao Estado do Paraná. A política de dividendos continuará com um payout mínimo de 75%, o que é visto como positivo pelos analistas. A migração deve ser aprovada pelos acionistas e está prevista para ser concluída até o final de 2025. Após essa transição, a expectativa é que a Copel se torne uma das empresas mais valorizadas no Novo Mercado.

A Copel (CPLE6) anunciou na noite de segunda-feira, 23, sua proposta de migração para o Novo Mercado da B3, um segmento que exige as melhores práticas de governança corporativa. A mudança busca fortalecer a governança da empresa, atrair investidores estrangeiros e reestruturar seu capital social, mantendo uma política de dividendos robusta.

De acordo com a empresa, essa migração é um passo importante após o processo de privatização, permitindo a ampliação da base de investidores e a melhoria da visibilidade no mercado financeiro. O BTG Pactual, que faz parte do grupo controlador da EXAME, afirmou que essa operação está alinhada com a estratégia de longo prazo da Copel, que prioriza a alocação eficiente de capital e um retorno elevado sobre os investimentos.

Mudanças Estrutural e Governança

Entre os principais pontos da proposta, destaca-se a reestruturação da governança, que inclui a conversão das ações preferenciais em ações ordinárias e a criação de uma nova classe de ações preferenciais compulsoriamente resgatáveis (PNC). O resgate dessas ações será de R$ 0,7749 por unidade, utilizando reservas de lucros da empresa, sem causar diluição aos acionistas.

A reorganização do capital social da Copel também será implementada, passando a ser composta exclusivamente por ações ordinárias e uma golden share preferencial pertencente ao Estado do Paraná. Essas mudanças visam aumentar a atratividade da empresa para investidores internacionais e garantir maior transparência nas operações.

Política de Dividendos e Expectativas

A política de dividendos da Copel permanecerá inalterada, com um payout mínimo de 75%. Essa continuidade é vista como um fator positivo pelos analistas, pois está alinhada com os interesses de longo prazo dos acionistas. Com a migração e as mudanças propostas, a expectativa é que a empresa melhore sua liquidez e a valorização de suas ações, tanto no mercado nacional quanto internacional.

A conclusão do processo de migração dependerá da aprovação dos acionistas e está prevista para ocorrer até o final de 2025. O BTG Pactual projeta que, após essa transição, a Copel se tornará uma das empresas mais bem avaliadas no Novo Mercado, com uma governança robusta e um apelo maior a investidores estrangeiros.

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