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Google integra Conar e se torna pioneira entre as big techs na autorregulação publicitária

Google integra Conar e assume responsabilidade por anúncios no Brasil, enquanto descontinua vendas de anúncios eleitorais em 2024.

Pessoas caminham em frente a logotipo do Google em feira comercial em Hannover, na Alemanha. (Foto: Annegret Hilse/REUTERS)
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O Google se tornou a primeira grande empresa de tecnologia a fazer parte do Conar, que regula a publicidade no Brasil. Essa mudança, anunciada em 2024, mostra que as plataformas digitais estão assumindo mais responsabilidades sobre os anúncios que publicam. O Conar analisa denúncias sobre violação de regras publicitárias e pode aplicar sanções, como multas. Com a entrada do Google, o Conar agora inclui anunciantes, veículos de mídia, agências de publicidade e plataformas digitais. O presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, afirmou que essa integração é importante para promover uma publicidade mais ética. A adesão do Google também acontece em um momento em que o Supremo Tribunal Federal discute a responsabilidade das plataformas sobre os conteúdos que monetizam. Além disso, o Google já removeu milhões de anúncios e suspendeu muitas contas de anunciantes por irregularidades. Em 2024, a empresa decidiu parar de vender anúncios eleitorais no Brasil, seguindo novas regras do Tribunal Superior Eleitoral que exigem mais transparência sobre anúncios políticos.

O Google se tornou a primeira grande empresa de tecnologia a integrar o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) no Brasil. Essa mudança, anunciada em 2024, reflete a crescente responsabilidade das plataformas digitais sobre os anúncios veiculados. O Conar é responsável por analisar denúncias sobre a violação do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

Com a entrada do Google, o Conar agora conta com a representação de anunciantes, veículos de mídia tradicional, agências de publicidade e plataformas digitais. Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, destacou que essa integração é um passo importante para promover uma publicidade mais ética. O Conar, fundado há 45 anos, possui câmaras que analisam denúncias e podem impor sanções, como multas e remoção de anúncios.

Mudanças na Governança

A adesão do Google ao Conar coincide com discussões no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas de internet em relação a anúncios. Sete dos oito ministros que já votaram sugerem que as big techs devem ser responsabilizadas por conteúdos antes mesmo de ordens judiciais. Essa mudança de paradigma implica que as empresas devem ter conhecimento prévio sobre os conteúdos que monetizam.

A negociação para a entrada do Google no Conar já ocorria há anos e foi acompanhada por uma reforma na governança do órgão. Em março de 2024, foi criado um Conselho de Conteúdo, que definirá regras de autorregulação para o mercado publicitário. Este conselho terá representação paritária, com quatro representantes de cada setor envolvido.

Ações e Políticas

O Google já removeu mais de 200 milhões de anúncios e suspendeu 1,3 milhão de contas de anunciantes em 2023, devido a irregularidades como violação de marca registrada e jogos de azar. A empresa continuará a seguir suas políticas de publicidade, que muitas vezes coincidem com as diretrizes do Conar.

Além disso, em 2024, o Google decidiu descontinuar a venda de anúncios eleitorais no Brasil, em resposta a novas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essas regras exigem que plataformas mantenham uma biblioteca permanente com informações sobre anúncios políticos, como alcance e valor.

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