Um novo projeto em Betim, Minas Gerais, visa a produção de hidrogênio verde, uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis. O engenheiro Francisco Edvan Bezerra Feitosa, que é doutor em Ciências e Técnicas Nucleares, desenvolveu essa ideia em sua tese de doutorado. A usina solar proposta geraria um megawatt elétrico e poderia substituir a gasolina no setor automotivo. Localizada perto da Refinaria Gabriel Passos, da Petrobras, a usina tem o potencial de enriquecer combustíveis, já que o hidrogênio verde oferece mais energia do que a gasolina. A produção se dá por meio da eletrólise da água, que separa hidrogênio e oxigênio sem emitir carbono. Além disso, a pesquisa de Feitosa também analisou a possibilidade de gerar hidrogênio verde em 23 cidades ao longo da BR-116, mostrando que o Nordeste tem boas condições para isso devido ao sol forte. Ele acredita que a queda nos preços de equipamentos solares tornará a produção de hidrogênio mais barata, podendo chegar ao mesmo custo da gasolina. O trabalho de Feitosa está alinhado ao Prêmio Jovem Cientista, que busca soluções para as mudanças climáticas, e os interessados têm até 31 de julho para se inscrever e concorrer a prêmios.
Um novo projeto de usina solar em Betim (MG) promete impulsionar a produção de hidrogênio verde, uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis. O engenheiro eletricista Francisco Edvan Bezerra Feitosa, doutor em Ciências e Técnicas Nucleares pela UFMG, desenvolveu a proposta em sua tese de doutorado. A usina, que geraria 1 megawatt elétrico (1 MWe), seria alimentada exclusivamente por energia solar e poderia substituir a gasolina no setor automotivo.
Localizada nas proximidades da Refinaria Gabriel Passos, da Petrobras, a usina tem o potencial de enriquecer combustíveis existentes. Feitosa destaca que o hidrogênio verde possui um teor energético superior ao da gasolina, com um quilo de hidrogênio oferecendo três vezes mais energia do que um quilo de gasolina. O processo de produção envolve a eletrólise da água, que separa hidrogênio e oxigênio utilizando corrente elétrica, sem gerar emissões de carbono.
Potencial no Nordeste
A pesquisa também analisou a viabilidade de geração de hidrogênio verde em 23 cidades ao longo da BR-116, revelando que o Nordeste possui condições favoráveis devido à alta incidência solar. Feitosa acredita que a redução dos custos de eletrolisadores e painéis solares nos próximos anos tornará a produção de hidrogênio mais acessível, podendo chegar a um dólar por quilo, o mesmo custo atual da gasolina.
O trabalho de Feitosa se alinha ao tema da 31ª edição do Prêmio Jovem Cientista, que busca soluções sustentáveis para as mudanças climáticas. O prêmio, promovido pelo CNPq e pela Fundação Roberto Marinho, incentiva a pesquisa em áreas como resiliência ambiental e combate ao aquecimento global. Estudantes e pesquisadores têm até 31 de julho para se inscreverem e concorrerem a prêmios que variam de R$ 12 mil a R$ 40 mil.
Entre na conversa da comunidade