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Zimbabwe ainda debate a questão da terra 25 anos após a saída de fazendeiros brancos

Agricultores brancos do Zimbábue aceitam compensação de $3,5 bilhões, mas divisão persiste entre os que rejeitam a proposta e temem o futuro.

Antes do programa de reforma agrária, o Zimbábue tinha cerca de 2.500 fazendeiros brancos possuindo 4.000 fazendas (Foto: Getty Images)
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Um grupo de agricultores brancos no Zimbábue aceitou um acordo de compensação de 3,5 bilhões de dólares após 25 anos da reforma agrária que tirou suas terras. Eles receberão apenas 1% do valor em dinheiro e o restante em títulos que vencem em 10 anos. Muitos agricultores, agora mais velhos e com dificuldades financeiras, veem isso como uma chance única, mas outros ainda rejeitam a proposta, temendo que os títulos não sejam pagos no futuro. O governo, liderado pelo presidente Emmerson Mnangagwa, quer melhorar as relações com os agricultores e a comunidade internacional. A reforma agrária de 2000 causou sanções econômicas e um colapso na economia do país. O governo diz que a compensação é para melhorar a infraestrutura das terras, não para pagar o valor das propriedades. Enquanto alguns agricultores aceitam o acordo, outros pedem garantias e apoio internacional. A situação é complicada por disputas internas sobre o valor da compensação. O governo também está tentando reavaliar suas relações internacionais, com o Reino Unido retirando sanções a alguns oficiais, na esperança de resolver a questão da compensação e buscar apoio para reestruturar sua dívida externa. A agricultura, embora ainda se recuperando, mostra sinais de melhora, com recordes na produção de tabaco.

Um grupo de agricultores brancos do Zimbábue aceitou um acordo de compensação de US$ 3,5 bilhões após 25 anos da reforma agrária que resultou na expropriação de suas terras. A proposta, que inclui apenas 1% em dinheiro e o restante em títulos com vencimento em 10 anos, foi aceita por alguns, enquanto muitos ainda a rejeitam.

Os agricultores, agora em sua maioria idosos e enfrentando dificuldades financeiras, veem o acordo como uma oportunidade única. Arthur Baisley, de 71 anos, afirmou que não podem esperar mais uma década por um novo acordo. O governo, sob a liderança do presidente Emmerson Mnangagwa, busca reparar relações com os agricultores e a comunidade internacional.

A reforma agrária, iniciada em 2000, foi marcada por invasões de fazendas e resultou em sanções econômicas que devastaram a economia do país. O governo argumenta que a compensação é destinada a melhorias na infraestrutura das terras, não ao valor das propriedades em si. O montante total de compensação é estimado em US$ 3,5 bilhões, mas o pagamento inicial foi de apenas US$ 3,1 milhões para 378 fazendas.

Enquanto alguns agricultores como Baisley aceitam o acordo, outros, liderados por Deon Theron, rejeitam a proposta, temendo que os títulos não sejam honrados no futuro. Theron critica a falta de garantias e pede apoio internacional nas negociações. A divisão entre os agricultores reflete a complexidade do legado da reforma agrária e suas consequências sociais e econômicas.

A situação é ainda mais complicada por disputas internas entre veteranos de guerra e o governo sobre a compensação. Alguns veteranos consideram o valor exorbitante em um país que enfrenta sérias dificuldades econômicas. A reforma agrária teve resultados mistos, com novos agricultores lutando para se estabelecer, embora alguns tenham conseguido prosperar.

Recentemente, o governo do Zimbábue começou a reavaliar suas relações internacionais, com o Reino Unido retirando sanções a alguns oficiais. A expectativa é que a questão da compensação dos agricultores possa ser resolvida, permitindo que o Zimbábue busque apoio para reestruturar sua dívida externa. A agricultura, embora ainda se recuperando, apresenta sinais de melhora, com recordes de produção de tabaco.

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