A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) expressou preocupações sobre a estratégia do Banco Master, dirigido por Daniel Vorcaro, que tem adquirido participações em empresas com problemas, especialmente a Ambipar. A CVM notou que a valorização das ações da Ambipar pode estar relacionada a operações que buscam aumentar o patrimônio do banco, que cresceu de R$ 2,3 bilhões para R$ 4,7 bilhões em um ano. A Ambipar, por sua vez, viu seu valor de mercado saltar de R$ 1,5 bilhão para R$ 45 bilhões entre maio e dezembro. A Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) apontou que o banco tem usado três fundos para essas operações, com destaque para os fundos Kyra e Texas. A gestão desses fundos, em colaboração com o fundador da Ambipar, pode ter como objetivo aumentar a capacidade do banco de lidar com dívidas maiores. Além disso, a Trustee, que gerencia os fundos do Banco Master, possui 15% da Ambipar, o que liga ainda mais as duas entidades. A situação gerou discussões intensas no mercado financeiro, enquanto o Banco de Brasília (BRB) está em negociações para comprar uma parte do Banco Master.
Em recente reunião da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), surgiram preocupações sobre a estratégia do Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro, em adquirir participações em empresas problemáticas. O foco recaiu sobre a valorização das ações da Ambipar, que, segundo a CVM, pode estar ligada a operações que visam inflar o patrimônio do banco.
A Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) destacou que o Banco Master tem realizado operações por meio de três fundos — Esna, Kyra e Texas —, com ênfase nas duas últimas, que contribuíram para um aumento expressivo no patrimônio líquido do banco. O patrimônio do Master saltou de R$ 2,3 bilhões para R$ 4,7 bilhões no último ano, enquanto a Ambipar viu seu valor de mercado disparar de R$ 1,5 bilhão para R$ 45 bilhões entre maio e dezembro.
A SRE observou que a gestão dos fundos do Banco Master, em coordenação com o fundador da Ambipar, buscou valorizar as ações da empresa, o que poderia ter como objetivo aumentar a capacidade do banco de sustentar passivos mais elevados. Esse aumento no patrimônio líquido é crucial para a solidez financeira da instituição, especialmente em relação à emissão de CDBs, que tem atraído a atenção do mercado.
Além disso, a Trustee, gestora do grupo do Banco Master, chegou a deter 15% da Ambipar, o que reforça a interligação entre as operações do banco e a valorização da empresa. A situação gerou debates acalorados nas mesas de Faria Lima e do Leblon, enquanto o BRB, banco público de Brasília, está em negociações para adquirir uma participação no Banco Master.
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