Os investidores internacionais estão mudando suas estratégias e diminuindo a compra de ativos dos Estados Unidos, voltando-se mais para o Brasil. André Esteves, do BTG Pactual, comentou que essa mudança é impulsionada por reformas no Brasil e por ativos que estão com preços atrativos. Ele destacou que, apesar de ainda haver investimentos em ações americanas, a procura por treasuries e dólar está diminuindo. O otimismo em relação ao Brasil está crescendo, especialmente por causa das taxas de juros altas e do crescimento econômico. Esteves também observou que as notícias locais têm menos impacto no mercado do que fatores externos e que a visão dos investidores internacionais sobre o Brasil é mais positiva do que a dos locais. Mansueto Almeida, economista do BTG, falou sobre os problemas fiscais do Brasil, afirmando que a solução para o déficit depende de cortar gastos públicos. Ambos os executivos concordaram que a percepção sobre o risco fiscal no Brasil melhorou, ressaltando a necessidade de uma política fiscal responsável para garantir o crescimento do país.
Os portfólios globais estão passando por uma reavaliação significativa, com investidores internacionais reduzindo a exposição em ativos dos Estados Unidos e voltando sua atenção para o Brasil. André Esteves, presidente do conselho do BTG Pactual, destacou essa mudança durante o Global Managers Conference Brasil 2025. Ele observou que, embora não haja uma saída total das ações americanas, há uma diminuição nas posições em treasuries e dólar.
Esteves enfatizou que o Brasil se beneficia dessa diversificação, atraindo capital estrangeiro devido a ativos a preços atrativos e uma agenda de reformas. O otimismo em relação ao país tem crescido, impulsionado por taxas de juros elevadas e um crescimento econômico consistente. “O Brasil tem bons ativos e empresas a um valuation atraente”, afirmou.
O executivo também mencionou que as notícias locais, como a derrubada da cobrança do IOF, não têm um impacto tão significativo no mercado quanto fatores externos. Ele acredita que a percepção do investidor internacional sobre o Brasil é mais positiva do que a do investidor local. “Esse pouquinho de diversificação fez com que os investidores fossem dar uma andada pelo mundo e passaram por aqui”, disse Esteves.
Mudanças no Mercado Global
A dinâmica do mercado global está mudando, com o dólar perdendo força após uma década de predominância. Esteves comparou os Estados Unidos a um “buraco negro” que atrai capital, mas acredita que o crescimento das ações americanas pode ter atingido um pico. Ele destacou que, apesar de a economia americana estar forte, o Federal Reserve deve manter as taxas de juros inalteradas.
Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, também participou do evento e abordou o problema fiscal do Brasil. Ele afirmou que a solução para o déficit primário do país depende da desaceleração dos gastos públicos, independentemente do governo em exercício. Almeida ressaltou que, mesmo com uma carga tributária elevada, o Brasil continua enfrentando desafios fiscais.
Ambos os executivos concordaram que a percepção sobre o risco fiscal no Brasil melhorou, com uma maior cobrança sobre o governo para não gastar mais do que arrecada. Esteves e Almeida destacaram a importância de manter uma política fiscal responsável para garantir o crescimento econômico sustentável do país.
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