Um relatório da Oxfam mostra que o 1% mais rico do mundo acumulou US$ 33,9 trilhões entre 2015 e 2022, valor que poderia acabar com a pobreza global 22 vezes. O estudo revela que 77 milhões de pessoas, incluindo bilionários, possuem cerca de 45% da riqueza global, que é de US$ 556 trilhões em 2023. Enquanto isso, 3 mil bilionários aumentaram suas fortunas em US$ 6,5 trilhões, enquanto 3,7 bilhões de pessoas que vivem na pobreza têm apenas 2,4% da riqueza global. A Oxfam destaca que muitos países em desenvolvimento enfrentam crises de dívida, gastando mais com credores do que em saúde e educação. O relatório sugere que a taxação de grandes fortunas e o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são essenciais para reduzir a desigualdade. Apesar da aprovação dos ODS há dez anos, apenas 16% das metas estão no caminho certo. A Oxfam também aponta que os impostos pagos pelos bilionários representam apenas 0,3% de suas fortunas e defende um modelo que priorize a redistribuição de riqueza. Propostas sobre esse tema serão apresentadas na 4ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, que ocorrerá em junho na Espanha.
Relatório da Oxfam, divulgado na quarta-feira (25), revela que o 1% mais rico do mundo acumulou US$ 33,9 trilhões entre 2015 e 2022, quantia suficiente para erradicar a pobreza global 22 vezes. O estudo, intitulado “Do Lucro Privado ao Poder Público: Financiando o Desenvolvimento, Não a Oligarquia”, destaca a crescente desigualdade econômica.
A Oxfam aponta que 77 milhões de pessoas, incluindo bilionários e milionários, detêm cerca de 45% da riqueza global, estimada em US$ 556 trilhões em 2023. Isso significa que o 1% mais rico possui entre US$ 250 trilhões e US$ 278 trilhões. Carolina Gonçalves, coordenadora de Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil, afirma que a concentração de renda é impulsionada pela falta de uma tributação progressiva e pela crença de que o desenvolvimento deve ser financiado por recursos privados.
Desigualdade e Dívida
O relatório também revela que 3 mil bilionários viram suas fortunas crescerem em US$ 6,5 trilhões desde 2015, representando 14,6% do PIB global. Em contraste, 3,7 bilhões de pessoas que vivem na pobreza possuem apenas 2,4% da riqueza global, cerca de US$ 13,34 trilhões. A Oxfam destaca que muitos países em desenvolvimento enfrentam crises de dívida, pagando mais a credores privados do que investindo em saúde e educação.
A pesquisa sugere que a taxação de grandes fortunas e o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são caminhos para reduzir a desigualdade. Apesar da aprovação dos ODS há dez anos, apenas 16% das metas estão no caminho certo para 2030. A emergência climática também pressiona a necessidade de investimentos em áreas essenciais.
Propostas e Ações
O relatório enfatiza que os impostos pagos pelos bilionários representam apenas 0,3% de suas fortunas. O governo brasileiro, durante sua presidência do G20, propôs um acordo global para a taxação dos super-ricos. A Oxfam defende que trilhões de dólares estão concentrados nas mãos de poucos e que é necessário um modelo que priorize a redistribuição da riqueza e o financiamento público. As propostas serão apresentadas na 4ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, marcada para 30 de junho em Sevilha, na Espanha.
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