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IPCA-15 desacelera e registra inflação de 0,26% em junho, com queda nos alimentos

IPCA-15 desacelera para 0,26% em junho, abaixo das expectativas, enquanto inflação anual acumula 3,06% e preocupa o Banco Central.

Inflação: o IPCA-15 deve acelerar ligeiramente para 0,44% em maio, segundo a mediana das pesquisas (Foto: Leandro Fonseca/Exame)
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O IPCA-15, que mede a inflação no Brasil, subiu 0,26% em junho, uma desaceleração em relação ao aumento de 0,36% em maio e abaixo da expectativa de 0,30%. No acumulado do ano, a inflação é de 3,06% e, nos últimos 12 meses, caiu para 5,27%, uma leve redução em relação aos 5,40% de maio. O grupo Habitação teve um aumento significativo de 1,08%, principalmente por causa da alta de 3,29% na energia elétrica. Já o grupo Alimentação e bebidas teve uma leve queda de 0,02%. Os combustíveis subiram 0,06%, mas o óleo diesel caiu 1,74% e a gasolina 0,52%. O Banco Central, que tem uma meta de inflação de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual, vê 68% de chance de a inflação ultrapassar essa meta este ano. A taxa Selic está em 15% ao ano e pode ser mantida para avaliar seus efeitos na economia. As projeções para 2025 indicam que o IPCA deve chegar a 5,24%, levantando preocupações sobre as metas de inflação. A desaceleração em junho pode indicar mudanças nas expectativas dos consumidores e nas políticas econômicas futuras.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que serve como prévia da inflação no Brasil, registrou uma alta de 0,26% em junho. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 26 de junho. Essa taxa representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice havia avançado 0,36%. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa uma alta de 0,30%.

No acumulado do ano, a inflação atingiu 3,06%, enquanto nos últimos 12 meses, o índice caiu para 5,27%, uma leve redução em comparação aos 5,40% registrados até maio. Em junho de 2024, a inflação havia sido de 0,39%. Os dados refletem uma leve desaceleração na pressão inflacionária, especialmente no setor de alimentos, que apresentou sua primeira queda após nove meses consecutivos de alta.

Grupos de Produtos e Serviços

Dos nove grupos analisados, sete mostraram aumento nos preços. O grupo Habitação teve um impacto significativo, com alta de 1,08%, impulsionado principalmente pelo aumento de 3,29% na energia elétrica. O grupo Saúde e cuidados pessoais também registrou um aumento de 0,29%. Em contrapartida, o grupo Alimentação e bebidas apresentou uma leve queda de 0,02%, com a alimentação no domicílio recuando 0,24%.

Os combustíveis, que tiveram uma leve alta de 0,06% no grupo Transportes, mostraram uma queda nos preços, com o óleo diesel caindo 1,74% e a gasolina apresentando uma redução de 0,52%. Esses movimentos nos preços são cruciais para entender a dinâmica da inflação e suas implicações econômicas.

Expectativas e Política Monetária

O Banco Central, que tem uma meta de inflação de 3% com uma tolerância de 1,5 ponto percentual, indicou que há 68% de chance de a inflação ultrapassar o teto da meta neste ano. A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, pode ser mantida em pausa para avaliar os efeitos dessa taxa elevada sobre a economia.

As projeções do mercado financeiro apontam que o IPCA deve acumular 5,24% em 2025, o que levanta preocupações sobre o cumprimento das metas de inflação. A desaceleração observada em junho pode sinalizar mudanças nas expectativas dos consumidores e nas políticas econômicas futuras.

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