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Dólar recua com incertezas sobre tarifas internacionais afetando o mercado

Dólar cai após incertezas fiscais nos EUA e revogação do IOF no Brasil, acentuando preocupações sobre sustentabilidade fiscal.

Dólar: A moeda americana fechou cotada em R$ 5,482, em movimento influenciado pelo cenário no exterior (Foto: Jorge Araujo/Fotos Públicas)
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Na última sexta-feira, o dólar caiu 1,02%, fechando a R$ 5,482, após oscilações entre R$ 5,460 e R$ 5,504. Essa queda foi influenciada por incertezas sobre a lei orçamentária dos Estados Unidos e a revogação do decreto do IOF no Brasil, que trouxe preocupações sobre a situação fiscal do país. A estrategista Paula Zogbi comentou que a falta de clareza na legislação fiscal americana pressiona a moeda. Além disso, o presidente Donald Trump planeja fechar novos acordos comerciais em breve, o que pode levar à reimposição de tarifas sobre produtos importados. No Brasil, a revogação do decreto do IOF foi vista como um alívio, mas também levantou questões sobre a sustentabilidade fiscal do governo e a necessidade de novas fontes de receita ou cortes de gastos. O dólar à vista reflete o valor real de mercado, enquanto o dólar futuro é usado para proteger investidores contra a volatilidade cambial.

O dólar encerrou a sexta-feira, 27, com queda de 1,02%, cotado a R$ 5,482, após oscilações entre R$ 5,460 e R$ 5,504. Essa movimentação foi influenciada por fatores externos, como a política monetária dos Estados Unidos e incertezas sobre a lei orçamentária americana, que podem agravar a situação da dívida pública do país.

Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, destacou que a falta de clareza sobre a legislação fiscal nos EUA pressiona a moeda. Além disso, o presidente Donald Trump planeja fechar até dez novos acordos comerciais nas próximas semanas, com o prazo de 9 de julho se aproximando. Essa data é crucial, pois pode resultar na reimposição de tarifas mais altas sobre produtos importados, que haviam sido suspensas em abril.

Cenário Interno

No Brasil, o clima do mercado permanece misto após a revogação do decreto do IOF, que visava aumentar a arrecadação. Essa decisão foi vista como um alívio para os contribuintes, mas também reabriu discussões sobre a sustentabilidade fiscal do governo. Zogbi ressaltou que a derrubada do decreto intensificou as preocupações sobre o cumprimento da meta fiscal de 2026, exigindo novas fontes de receita ou cortes mais profundos nos gastos.

O dólar à vista, utilizado em operações de curto prazo, reflete o valor real de mercado, enquanto o dólar futuro é projetado para liquidações em datas futuras, permitindo que investidores se protejam contra a volatilidade cambial. A cotação do dólar futuro pode variar significativamente, dependendo das expectativas do mercado em relação à economia.

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