- Em 2025, 78,4% dos reajustes salariais superaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
- A taxa de desemprego caiu para 6,2%, com 103,9 milhões de pessoas ocupadas no Brasil.
- O crescimento real da renda foi de 3,1%, com destaque para o setor da construção civil, que teve aumento de 7,7%.
- O reajuste nominal mediano em abril foi de 5,7%, acima da inflação de 5,2%.
- A expectativa para maio é positiva, com 20% das negociações salariais previstas e apenas 9% dos reajustes abaixo do INPC nos primeiros cinco meses do ano.
Com o mercado de trabalho brasileiro em alta, 78,4% dos reajustes salariais superaram o INPC em 2025, enquanto a taxa de desemprego caiu para 6,2%. Esses dados refletem uma recuperação econômica e um crescimento real da renda de 3,1%.
Os reajustes salariais têm sido superiores à inflação, mas a alta dos preços limita ganhos mais expressivos. Em abril, o reajuste nominal mediano foi de 5,7%, enquanto o INPC acumulado em 12 meses foi de 5,2%. Em comparação, em abril de 2024, o reajuste foi menor, mas a inflação também foi mais baixa, resultando em um ganho real maior.
O salariômetro, monitorado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que o mercado de trabalho continua forte, surpreendendo analistas que esperavam desaceleração. Em março, o reajuste mediano nominal foi de 5,3%, superando a inflação de 4,9%.
Expectativas para Maio
Maio é um mês crucial, com cerca de 20% das negociações salariais ocorrendo nesse período. A expectativa é que os números sejam expressivos, especialmente devido à força dos sindicatos. Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que, nos primeiros cinco meses de 2025, apenas 9% dos reajustes ficaram abaixo do INPC.
A taxa de desemprego, conforme o IBGE, foi de 6,2% no trimestre encerrado em maio, com 103,9 milhões de ocupados no Brasil. O saldo positivo de 922.362 postos entre janeiro e abril demonstra a continuidade da geração de empregos, embora haja sinais de desaceleração em setores como comércio e serviços.
Crescimento da Renda
A renda real cresceu 3,1% na comparação anual, com setores como a construção civil apresentando aumento de 7,7%. Essa força no mercado de trabalho é um ponto de atenção para o Banco Central, que busca controlar a inflação em um cenário econômico aquecido.
Analistas projetam que a taxa de desemprego deve permanecer baixa até o final do ano, com uma média de 6,3% em 2025. A expectativa é que a renda real do trabalho avance 3,2%, refletindo um cenário positivo, mesmo com uma desaceleração em relação aos anos anteriores.
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