- O índice PMI de serviços no Brasil caiu para 49,3 pontos em junho, uma queda em relação aos 49,6 pontos de maio.
- Este é o terceiro mês consecutivo de redução, indicando contração na atividade econômica.
- Empresários enfrentam altos custos de empréstimos e queda na demanda, afetando a confiança nos negócios.
- O PMI composto, que inclui serviços e indústria, recuou para 48,7 pontos, o menor nível desde janeiro.
- A taxa Selic está fixada em 15% ao ano, e a inflação agregada caiu para o nível mais baixo em 20 meses.
O índice PMI sobre a atividade do setor de serviços no Brasil caiu para 49,3 pontos em junho, uma redução em relação aos 49,6 pontos de maio. Este resultado, divulgado pela S&P Global, marca a terceira queda consecutiva do indicador, sinalizando uma contração na atividade econômica.
Os dados revelam que os empresários enfrentam altos custos de empréstimos e uma demanda em declínio, fatores que impactam negativamente a confiança nos negócios. Pollyanna de Lima, diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, destacou que a eleição presidencial de 2026 também contribui para a incerteza no setor. O PMI composto, que inclui serviços e indústria, recuou para 48,7 pontos, o menor nível desde janeiro.
A pesquisa indica que a atividade econômica e o volume de novos pedidos diminuíram, com a queda mais acentuada entre os produtores de bens. O PMI industrial caiu de 49,4 para 48,3 pontos, refletindo uma desaceleração significativa. Apesar de o emprego no setor privado ter continuado a crescer, o ritmo foi o mais lento em oito meses.
A situação ocorre em um contexto de juros elevados, com a taxa Selic fixada em 15% ao ano. O Banco Central sinalizou que essa taxa deve se manter por um período prolongado, o que pode agravar ainda mais os desafios enfrentados pelo setor de serviços. A inflação agregada, por sua vez, recuou para o nível mais baixo em 20 meses, indicando um cenário de demanda e condições competitivas difíceis.
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