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Secas no Brasil e no mundo ameaçam a recuperação da economia global

Instituto Clima e Sociedade lança Hub de Economia & Clima para abordar desafios da crise hídrica e suas implicações econômicas no Brasil.

Moradores caminham pelo leito seco de um braço do rio Solimões próximo à comunidade indígena Porto Praia, no município de Tefé (AM) (Foto: Lalo de Almeida - 18.set.24/Folhapress)
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  • O Brasil registrou 850 milímetros de chuvas nos últimos doze meses, a menor quantidade em 45 anos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
  • Esse volume é bem abaixo da média histórica de 1.400 milímetros entre 1980 e 2010.
  • A crise hídrica no país reflete uma tendência global, com 25% a 30% da superfície terrestre enfrentando secas desde 2015, quase o dobro dos 15% observados anteriormente.
  • O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançará o Hub de Economia & Clima em 8 de outubro, com o objetivo de promover pesquisas sobre a relação entre economia, meio ambiente e mudanças climáticas no Brasil.
  • A iniciativa visa aprofundar o entendimento dos impactos econômicos e sociais das mudanças climáticas, especialmente em relação à crise hídrica.

Nos últimos doze meses, o Brasil registrou 850 milímetros de chuvas, a menor quantidade em 45 anos, conforme dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Esse volume é significativamente inferior à média histórica de 1400 mm entre 1980 e 2010. A crise hídrica no país se agrava, refletindo uma tendência global: um relatório da OCDE revela que 25% a 30% da superfície terrestre mundial enfrenta secas desde 2015, quase o dobro dos 15% observados nas décadas anteriores.

Impactos Econômicos

O Brasil, altamente dependente de serviços ecossistêmicos, é particularmente vulnerável a secas. Aproximadamente 55% da eletricidade do país é gerada por hidrelétricas, um percentual que já foi de 90% há 25 anos. O agronegócio representa cerca de 25% do PIB brasileiro, mas apenas uma fração das lavouras é irrigada. Apesar de avanços na diversificação da matriz elétrica, com a geração de energia fotovoltaica e eólica superando 20%, a vulnerabilidade persiste.

A adaptação à escassez de água é crucial. Medidas como sistemas de armazenamento de energia e incentivo à irrigação são necessárias. Além disso, ações de mitigação, como a restauração da cobertura vegetal na Amazônia e no cerrado, podem ajudar a reverter a estiagem e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Iniciativa do iCS

Nesse contexto, o Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançará no dia 8 de outubro o Hub de Economia & Clima. O objetivo é promover pesquisas sobre a intersecção entre economia, meio ambiente e mudanças climáticas no Brasil. A iniciativa busca dar a devida importância às relações entre esses temas, que muitas vezes são subestimados na sociedade e entre economistas.

A expectativa é que o Hub contribua para um entendimento mais profundo dos impactos econômicos e sociais das mudanças climáticas, promovendo um debate necessário para enfrentar os desafios que o Brasil enfrenta em relação à crise hídrica e suas consequências.

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