- O mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou crescimento em junho, com a adição de 147.000 empregos não agrícolas.
- O setor público foi responsável por 73.000 novas contratações, representando quase 50% do total.
- Os governos estaduais aumentaram suas folhas de pagamento em 47.000, enquanto os locais adicionaram 33.000 empregos, principalmente na área de educação.
- O setor federal, por outro lado, perdeu 7.000 empregos, refletindo iniciativas de eficiência do governo.
- O setor de saúde e assistência social também se destacou, com a criação de mais de 58.000 vagas, somando quase 90% dos novos empregos em junho.
O mercado de trabalho dos Estados Unidos registrou um crescimento significativo em junho, impulsionado principalmente pelo setor público. Dados divulgados na quinta-feira mostram que o setor governamental adicionou 73.000 empregos, representando quase 50% do total de 147.000 novos postos de trabalho não agrícolas.
O analista econômico sênior da Bankrate, Mark Hamrick, destacou que “o governo em níveis estadual e local foi responsável pela maior parte das contratações em junho”. Esse crescimento superou as expectativas para o total de folhas de pagamento. A expansão foi concentrada fora de Washington, D.C., com os governos estaduais aumentando suas folhas de pagamento em 47.000 e os locais em 33.000. A maioria das novas vagas foi na área de educação, conforme dados do Bureau of Labor Statistics.
Por outro lado, o setor federal viu uma redução de 7.000 empregos no mesmo período, reflexo das iniciativas de eficiência do governo sob a administração de Donald Trump. Hamrick alertou que manter esse ritmo de crescimento para os governos estaduais e locais pode ser desafiador.
Além do setor público, o setor de saúde e assistência social também se destacou, adicionando mais de 58.000 posições. Juntos, esses dois setores representaram quase 90% dos novos empregos criados em junho. Outros setores, como lazer, hospitalidade e construção, também mostraram crescimento significativo, segundo os dados da BLS. No entanto, o crescimento da força de trabalho foi limitado por perdas em setores como serviços profissionais e empresariais, manufatura e comércio atacadista, que perderam cerca de 7.000 empregos cada um.
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