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XP antecipa cortes de juros com nova expectativa de inflação mais baixa

XP antecipa afrouxamento monetário no Brasil para janeiro, prevendo Selic a 12,5% em 2026 e inflação em queda.

Sede do Banco Central, em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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  • A XP antecipou o início do afrouxamento monetário no Brasil para janeiro, antes previsto para abril.
  • A expectativa é que a taxa Selic chegue a 12,5% ao ano até 2026, devido a uma inflação mais fraca.
  • O Banco Central elevou a Selic para 15% ao ano e sinalizou uma possível pausa no ciclo de alta de juros.
  • A XP revisou suas projeções para a inflação, reduzindo a previsão do IPCA para 5,0% em 2025 e 4,5% em 2026.
  • As estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permanecem em 2,5% para este ano e 1,7% para 2026.

SÃO PAULO (Reuters) – A XP revisou suas previsões e antecipou o início do afrouxamento monetário no Brasil para janeiro, anteriormente previsto para abril. A expectativa é que a taxa Selic chegue a 12,5% ao ano até 2026, impulsionada por uma inflação mais fraca.

O Banco Central elevou a Selic para 15% ao ano no mês passado e sinalizou uma possível pausa no ciclo de alta de juros na próxima reunião. A instituição acredita que a taxa deve permanecer estável por um “período bastante prolongado”. A XP, em nota, destacou que o alívio na inflação de curto prazo pode aumentar a confiança do Banco Central na eficácia da política monetária.

Expectativas de Inflação e Câmbio

A XP também revisou suas projeções para a inflação, reduzindo a previsão do IPCA para 5,0% em 2025, ante 5,5% anteriormente. Para 2026, a expectativa caiu de 4,7% para 4,5%, refletindo uma menor inércia inflacionária e uma taxa de câmbio mais apreciada. A XP ajustou suas projeções para o dólar, prevendo R$5,50 por dólar no final de 2025 e R$5,70 em 2026.

Além disso, a XP manteve suas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,5% para este ano e 1,7% para 2026. O economista-chefe Caio Megale e sua equipe afirmaram que um mercado de trabalho aquecido e medidas de estímulo devem ajudar a suavizar a desaceleração da atividade econômica.

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