- O mercado imobiliário brasileiro enfrenta desafios devido à alta da Selic e à desaceleração de índices de reajuste de aluguéis, como o IPCA e o IGP-M.
- O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) teve uma variação acumulada de 5,11% em 12 meses até junho, quase metade do registrado no ano anterior, que foi de 10,66%.
- Matheus Dias, economista do FGV Ibre, afirma que o mercado de compra de imóveis está mais robusto, impulsionado pela expansão da renda e aumento de financiamentos do programa Minha Casa, Minha Vida.
- O Ivar subiu 1,02% em junho, revertendo a queda de 0,56% em maio, mas a análise em 12 meses é considerada mais representativa.
- Uma pesquisa do DataZAP mostra que o aumento dos juros não adiou a compra de imóveis, mas levou os brasileiros a ajustarem suas expectativas quanto à localização e ao tamanho dos imóveis.
O mercado imobiliário brasileiro enfrenta um cenário desafiador, marcado pela alta da Selic e pela desaceleração de indicadores de reajuste de aluguéis, como o IPCA e o IGP-M. Esses fatores impactam diretamente as locações, refletindo uma mudança nas dinâmicas de compra e aluguel de imóveis.
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) registrou uma variação acumulada de 5,11% em 12 meses até junho, quase metade do que foi observado no mesmo período do ano anterior, que foi de 10,66%. Matheus Dias, economista do FGV Ibre, destaca que o mercado de compra de imóveis se mostra mais robusto do que o de locação, mesmo com a Selic em níveis elevados. Ele explica que, apesar da política monetária restritiva, a expansão da renda dos brasileiros e o aumento de financiamentos do programa Minha Casa, Minha Vida têm impulsionado a aquisição de imóveis.
O Ivar apresentou uma alta de 1,02% em junho, revertendo a queda de 0,56% registrada em maio. Contudo, Dias ressalta que a análise mensal não é a mais adequada para entender o mercado, sendo a variação em 12 meses mais representativa. Fatores de longo prazo, como o desemprego estável e os efeitos retardados da Selic, influenciam essa dinâmica. O aumento nas concessões de crédito para financiamento imobiliário também contribui para a aquisição de imóveis, resultando em uma pressão para a redução dos valores de locação.
Além disso, uma pesquisa do DataZAP indica que o aumento dos juros não tem feito os brasileiros adiar a compra de imóveis, mas sim ajustar suas expectativas, com mudanças na localização e redução do tamanho dos imóveis desejados. Essa adaptação reflete um mercado em transformação, onde a busca pela casa própria continua forte, mesmo diante das dificuldades econômicas.
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