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Trump fortalece laços com Vietnã para isolar China no comércio global

EUA impõem tarifas de 20% sobre exportações vietnamitas e 40% sobre transbordo, intensificando a pressão sobre a China e suas cadeias de suprimentos.

As exportações vietnamitas para os Estados Unidos pagarão tarifa de 20%, menos do que a taxa que o presidente Trump havia definido inicialmente (Foto: Nhac Nguyen/Agence France-Presse/Getty Images)
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  • Os Estados Unidos anunciaram um novo pacto comercial com o Vietnã, que impõe tarifas de 20% sobre exportações vietnamitas e 40% sobre produtos classificados como transbordo.
  • O acordo, divulgado em 2 de julho de 2025, visa combater a evasão de tarifas chinesas.
  • A nova penalidade foca em produtos que passam pelo Vietnã, mas têm origem na China, impactando as operações das empresas vietnamitas.
  • O governo dos EUA está pressionando países vizinhos, como Indonésia e Tailândia, a reduzirem a presença de produtos chineses em suas cadeias de suprimentos.
  • A China se opõe ao acordo e avalia seus termos, gerando incertezas sobre os limites do conteúdo chinês permitido nas exportações vietnamitas.

Em um movimento significativo, os Estados Unidos anunciaram um novo pacto comercial com o Vietnã, que impõe tarifas de 20% sobre as exportações vietnamitas e 40% sobre produtos classificados como transbordo. O acordo, divulgado na quarta-feira, 2, visa combater a evasão de tarifas chinesas, uma estratégia que já havia sido utilizada por Donald Trump em seu primeiro mandato.

O pacto representa um passo importante na tentativa dos EUA de reduzir a dependência de cadeias de suprimentos da China. Embora as tarifas sejam inferiores às ameaçadas anteriormente, a nova penalidade sobre o transbordo foca em produtos que passam pelo Vietnã, mas têm origem na China. Isso pode impactar diretamente as operações das empresas vietnamitas.

Steve Okun, CEO da APAC Advisors, destacou que os negociadores americanos estão pressionando países vizinhos, como Indonésia e Tailândia, a diminuírem a presença de produtos chineses em suas cadeias de suprimentos. O governo tailandês, por exemplo, está sendo incentivado a examinar investimentos estrangeiros para evitar a instalação de empresas chinesas.

A China já se manifestou sobre o acordo, afirmando que está avaliando os termos e se opõe a qualquer medida que prejudique seus interesses. A incerteza sobre os limites do conteúdo chinês permitido nas exportações vietnamitas gera preocupações entre especialistas e empresários.

Para o Vietnã, que enfrentou ameaças de tarifas de até 46%, a nova taxa de 20% é vista como um alívio, embora ainda represente um desafio. Empresários locais, como Tran Quang, consideram a tarifa elevada sobre o transbordo uma proteção contra a concorrência desleal de empresas chinesas que utilizam o Vietnã para escapar das tarifas.

A crescente pressão dos EUA para isolar a China pode criar vulnerabilidades para os países do Sudeste Asiático, que dependem do comércio com Pequim. Especialistas alertam que a falta de clareza sobre o acordo pode levar a reações em cadeia que afetem negativamente a economia da região.

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