- Representantes do Brasil e da China assinaram um memorando de entendimento para parcerias tecnológicas e comerciais no Fórum Estratégico Brasileiro para a Indústria Naval Brasil-China, no Rio de Janeiro.
- O evento, promovido pela Transpetro, contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
- A parceria visa a construção de cinquenta e dois navios e cinco plataformas até dois mil e trinta, com apoio chinês.
- A presidente da Petrobras destacou que a indústria naval brasileira não recebia encomendas desde dois mil e dezesseis e que essa colaboração é essencial para a recuperação do setor.
- O governo enfatizou a necessidade de políticas públicas para tornar a construção de navios competitiva no Brasil.
Representantes do Brasil e da China firmaram um memorando de entendimento para parcerias tecnológicas e comerciais, durante o Fórum Estratégico Brasileiro para a Indústria Naval Brasil-China, realizado no Rio de Janeiro. O evento, promovido pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, contou com a presença da presidente da estatal, Magda Chambriard.
Chambriard comparou o encontro a um “Tinder”, destacando a importância de conectar estaleiros chineses e brasileiros para fomentar negócios. Participaram do fórum empresários de grandes estaleiros, como COOEC, CSSC, Cosco e CIMC, além de representantes brasileiros como EBR, Rio Grande e Mauá. A presidente da Petrobras enfatizou que a indústria naval brasileira não recebia encomendas desde 2016 e que a parceria com a China é crucial para a recuperação do setor.
A Petrobras planeja encomendar 52 navios até o final de 2024 e construir cinco plataformas até 2030, conforme seu plano estratégico 2025-2029. Magda Chambriard afirmou que a produção de petróleo no Brasil deve aumentar, demandando mais plataformas e barcos de apoio. O presidente da Transpetro, Sergio Bacci, ressaltou que o evento abre um canal de negociações entre os dois países.
O secretário de óleo e gás do Ministério de Minas e Energia, Pietro Mendes, representou o ministro Alexandre Silveira e destacou que a recuperação da indústria naval é um esforço coletivo do governo. Mendes enfatizou a necessidade de políticas públicas que tornem a construção de navios competitiva no Brasil, reforçando a importância do apoio internacional para revitalizar o setor.
Historicamente, a Petrobras direcionava suas encomendas para a indústria local, mas a descoberta de corrupção em 2015, investigada pela Operação Lava Jato, suspendeu essas encomendas e levou muitos estaleiros à recuperação judicial. Desde 2016, a Petrobras não havia realizado novas encomendas em estaleiros brasileiros. Com a nova gestão de Lula, a empresa lançou um plano para encomendar 25 navios petroleiros e 44 barcos de apoio. Até agora, já foram contratados quatro navios e está em andamento uma licitação para mais oito.
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