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Wells Fargo classifica o mundo em três blocos comerciais: China, UE e EUA

Economistas preveem divisão em blocos comerciais entre EUA, China e UE, com tarifas americanas podendo chegar a 14%.

Foto: Reprodução
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  • A globalização enfrenta desafios devido à guerra comercial iniciada por Donald Trump.
  • Economistas do Wells Fargo preveem a formação de três blocos comerciais: Estados Unidos, China e União Europeia.
  • As tarifas americanas podem se estabilizar em 14%, bem acima dos 2,3% registrados no final de 2024.
  • A competição entre Estados Unidos e China impulsiona a desglobalização, com a União Europeia considerando um caminho próprio.
  • A interdependência econômica pode estar se dissipando, resultando em maior protecionismo e rivalidade entre potências.

A globalização enfrenta um momento crítico, impulsionado pela guerra comercial iniciada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Economistas do Wells Fargo alertam que o mundo pode se dividir em três blocos comerciais: EUA, China e União Europeia. As tarifas americanas, que já haviam sido elevadas, podem se estabilizar em 14%, um aumento significativo em relação aos 2,3% registrados no final de 2024.

A guerra comercial, que começou no início de 2023, já mostrava sinais de desglobalização antes mesmo das ações de Trump. Embora o ex-presidente tenha recuado em algumas tarifas, a possibilidade de novas imposições, como tarifas de até 70%, foi sugerida recentemente. O bloco americano abrange a maior parte do Hemisfério Ocidental, incluindo o Brasil, e aliados na Ásia e Oriente Médio. O bloco chinês, por sua vez, inclui a Rússia, a maior parte do Leste Asiático, e algumas economias da África e América Latina.

Divisão Geopolítica

A análise do Wells Fargo destaca que a desglobalização é impulsionada pela competição entre EUA e China. A possibilidade de a União Europeia seguir um caminho geopolítico e econômico próprio não é mais uma ideia distante. As contestações legais às tarifas de Trump são esperadas para falhar, solidificando a alíquota em torno de 14%.

Esse cenário representa uma mudança significativa na ordem econômica global, refletindo uma nova realidade em que as barreiras comerciais estão se tornando mais comuns. A interdependência econômica, que caracterizou a globalização nas últimas décadas, pode estar se dissipando, dando lugar a uma era de maior protecionismo e rivalidade entre potências.

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