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Brasileiras dominam prêmios do concurso de startups femininas do BRICS

Dana Meschede recebe prêmio por inovação no desenvolvimento de bio herbicida, destacando o papel crescente das mulheres no setor agrícola.

Empreendedoras brasileiras: metade das vencedoras no BRICS Women's Startup Contest 2025 (Foto: Reprodução)
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  • Dana Meschede, CEO da Dana Agro, foi premiada no BRICS Women’s Startups Contest por desenvolver o primeiro bio herbicida no Brasil.
  • O evento ocorreu no dia 5 de julho, no Morro da Urca, no Rio de Janeiro, e destacou o empreendedorismo feminino.
  • Meschede se formou em Agronomia em 1996, em uma turma com apenas duas mulheres, e enfrentou um ambiente predominantemente masculino.
  • O concurso recebeu mais de mil inscrições e premiou 18 mulheres em seis categorias, com nove brasileiras entre as vencedoras.
  • O evento foi organizado pelo Sebrae em parceria com a Aliança Empresarial de Mulheres do BRICS e contou com a presença de autoridades, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

A doutora em Agricultura Dana Meschede, CEO da Dana Agro, foi premiada no BRICS Women’s Startups Contest por desenvolver o primeiro bio herbicida no Brasil. O evento ocorreu no último sábado, dia 5, no Morro da Urca, no Rio de Janeiro, e destacou a força do empreendedorismo feminino no país.

Dana se formou em Agronomia em 1996, em uma turma com apenas duas mulheres. Ao longo de sua carreira, enfrentou um ambiente predominantemente masculino, onde ser mulher exigia um esforço extra. “A mulher no agro tem que ser três vezes melhor para ser inserida”, afirma. Sua empresa, Dana Agro, é pioneira no desenvolvimento de um bio herbicida, uma inovação que promete reduzir o uso de pesticidas.

O concurso, que recebeu mais de mil inscrições, premiou 18 mulheres em seis categorias. Nove delas são brasileiras, refletindo a crescente presença feminina em setores tecnológicos. O evento foi organizado pelo Sebrae em parceria com a Aliança Empresarial de Mulheres do BRICS (WBA) e contou com a presença de autoridades, como a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

Reconhecimento do Empreendedorismo Feminino

Margarete Coelho, do Sebrae Nacional, destacou a importância de reconhecer as mulheres na tecnologia, uma área ainda hostil para elas. “Estamos felizes em lançar luz sobre mulheres que inovam e usam a criatividade para fazer negócios”, disse. Além de Dana, Nina Silva, CEO do Movimento Black Money, também foi premiada na categoria Educação, ressaltando a transformação social que busca promover.

A deputada Benedita da Silva enfatizou a relevância do reconhecimento do empreendedorismo feminino, que sempre existiu e impactou muitas vidas. Pamella Faustina Campos, de Minas Gerais, foi reconhecida na categoria Comércio e Serviços, com uma startup que desenvolveu um software que economiza milhões ao evitar erros de processo.

A gerente de empreendedorismo feminino do Sebrae, Geórgia Nunes, observou que muitas mulheres empreendem por necessidade, especialmente após a maternidade. O Sebrae busca orientá-las a planejar e formalizar seus negócios, mostrando que podem empreender com sucesso.

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