- No primeiro semestre de 2025, a caderneta de poupança no Brasil perdeu quase R$ 50 bilhões em aplicações.
- Os saques superaram os depósitos, com R$ 2,12 trilhões em saques e R$ 2,07 trilhões em depósitos.
- A inadimplência entre pessoas físicas subiu de 5,3% em dezembro de 2024 para 6,1% em maio de 2025, segundo o Banco Central.
- Em 2024, 23% da população brasileira investiu na poupança, totalizando cerca de 32 milhões de pessoas.
- A última vez que houve saldo positivo entre saques e depósitos foi em 2020.
No primeiro semestre de 2025, as cadernetas de poupança no Brasil enfrentaram uma significativa perda de quase R$ 50 bilhões em aplicações. Com saques superando depósitos, a situação financeira das famílias se torna cada vez mais preocupante. A vendedora Ana Paula dos Santos, por exemplo, recorre à poupança em momentos de aperto financeiro, refletindo a realidade de muitos brasileiros.
A caderneta de poupança continua sendo o investimento mais popular entre os brasileiros. Em 2024, 23% da população investiu nela, totalizando cerca de 32 milhões de pessoas que aplicaram exclusivamente nesse tipo de conta. Apesar de rendimentos de 0,67% ao mês, a situação mudou drasticamente em 2025. De janeiro a junho, os depósitos totalizaram R$ 2,07 trilhões, enquanto os saques alcançaram R$ 2,12 trilhões, resultando em um saldo negativo de R$ 49,64 bilhões.
Indicadores de Endividamento
Esse cenário é um termômetro da saúde financeira das famílias brasileiras. Economistas alertam que o aumento nos saques pode ser um indicativo de maior endividamento. A inadimplência entre pessoas físicas subiu de 5,3% em dezembro de 2024 para 6,1% em maio de 2025, segundo dados do Banco Central. Essa tendência de endividamento é preocupante e reflete a dificuldade que muitos enfrentam para equilibrar suas finanças.
Além disso, a última vez que o Brasil registrou um saldo positivo entre saques e depósitos na poupança foi em 2020. A situação atual evidencia a fragilidade econômica que muitos brasileiros estão vivenciando, levando-os a utilizar suas reservas financeiras para cobrir dívidas. O vendedor ambulante Zeferino Augusto Januário, por exemplo, faz de tudo para não mexer no dinheiro da poupança, mas a pressão financeira é constante.
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