- O dólar iniciou a semana em alta, com valorização de 0,42%, cotado a R$ 5,447.
- O aumento ocorre após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas adicionais de 10% a países alinhados com o Brics.
- Na semana anterior, o dólar havia recuado 1,1% devido a incertezas fiscais nos EUA e à busca por moedas emergentes.
- A alta do dólar impactou o índice Ibovespa, que caiu 1,26%, fechando a 139.489 pontos.
- A nova política tarifária dos EUA gera preocupação entre investidores e pode afetar a economia brasileira.
O dólar iniciou a semana em alta, com uma valorização de 0,42%, sendo cotado a R$ 5,447. O aumento ocorre em meio a novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas adicionais de 10% a países que se alinharem com as políticas do Brics.
Esse movimento de alta da moeda americana segue uma semana anterior de desvalorização, onde o dólar recuou 1,1% devido a incertezas fiscais nos EUA e à busca por moedas emergentes. A pressão sobre o real se intensificou após a divulgação da Declaração da 17ª Reunião de Cúpula do Brics, que criticou tarifas unilaterais, sem mencionar diretamente os EUA.
Tarifas e Reações
Trump anunciou que qualquer país que se alinhe com as políticas do Brics enfrentará tarifas adicionais, o que gerou preocupação entre investidores. As tarifas, que variam entre 10% e 70%, refletem uma estratégia agressiva do governo americano para reafirmar sua influência no comércio global.
Representantes da Casa Branca ignoraram propostas do Itamaraty para um acordo de cooperação, e o prazo para negociações se encerra na próxima quarta-feira, 9 de julho. As tarifas sobre produtos brasileiros, que incluem autopeças e aço, foram justificadas por Trump como uma resposta a barreiras comerciais injustas.
Impacto no Mercado
A alta do dólar também impactou o índice Ibovespa, que registrou uma queda de 1,26%, fechando a 139.489 pontos. A incerteza em torno das tarifas e a postura protecionista dos EUA têm gerado um clima de aversão ao risco nos mercados financeiros.
Analistas destacam que a nova política tarifária dos EUA pode afetar a cadeia de receitas e despesas no Brasil, aumentando a pressão sobre a economia local. O cenário permanece volátil, com investidores atentos às possíveis reações dos países afetados e ao desenrolar das negociações comerciais.
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