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Empresário abandona escritório e lucra milhões com sandálias de casca de árvore

Le Cork mira crescimento de até 100% ao ano e planeja abrir loja física para ampliar a experiência do consumidor com suas sandálias sustentáveis.

João Henrique Tucci, da Le Cork: “Não queremos estar em qualquer lugar. Preferimos vender menos do que queimar a percepção do produto” (Foto: Le Cork/Divulgação)
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  • A Le Cork, marca brasileira de sandálias sustentáveis, planeja dobrar seu faturamento até 2025, passando de R$ 1,5 milhão para R$ 2,5 milhões.
  • A empresa, fundada por João Henrique Tucci e Guilherme Villela, utiliza cortiça em suas palmilhas, que se adaptam ao formato dos pés.
  • A marca já registrou um crescimento de 400% nas vendas nos primeiros meses de 2023 e busca educar os consumidores sobre os benefícios da cortiça.
  • A Le Cork pretende abrir sua primeira loja física e expandir sua linha de produtos, além de reforçar parcerias com fisioterapeutas.
  • Apesar do preço de cerca de R$ 300,00, a marca atrai clientes que buscam conforto e soluções para problemas nos pés.

A Le Cork, marca brasileira de sandálias sustentáveis, planeja dobrar seu faturamento até 2025, passando de 1,5 milhão para 2,5 milhões de reais. Fundada por João Henrique Tucci e Guilherme Villela, a empresa utiliza cortiça, um material sustentável, em suas palmilhas, que se adaptam ao formato dos pés.

A marca, que já viu suas vendas crescerem 400% nos primeiros meses de 2023, aposta na educação do consumidor sobre os benefícios da cortiça. “Quando o consumidor entende que não é só mais uma sandália, mas uma solução de conforto real, ele vê valor”, afirma Tucci. A Le Cork também planeja abrir sua primeira loja física, que funcionará como um espaço de experiência para os clientes.

A cortiça utilizada pela Le Cork é extraída de sobreiros em Portugal, um processo que não danifica as árvores e contribui para a sustentabilidade ambiental. A palmilha é feita com cortiça triturada reaproveitada da indústria de vinho, combinada com juta e látex natural, enquanto a montagem final ocorre no Brasil com couro nacional.

A marca enfrenta o desafio de educar o consumidor sobre a diferença que a palmilha de cortiça pode fazer. “O desafio é mostrar que a palmilha de cortiça faz diferença real”, destaca Villela. Apesar do preço mais elevado, em torno de 300 reais, a Le Cork já atrai clientes que chegam com prescrições médicas para adquirir seus produtos.

Nos próximos anos, a Le Cork pretende ampliar sua linha de produtos e reforçar parcerias com fisioterapeutas, que têm promovido as sandálias. “A ideia é crescer entre 50% e 100% ao ano pelos próximos cinco anos”, afirma Villela, que também considera a internacionalização, mas com foco inicial no mercado brasileiro.

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