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Trump se prepara para acordos comerciais decisivos antes da imposição de tarifas

Trump estabelece prazo até 9 de julho para definir tarifas de importação, com ameaças a países do Brics e pressão por acordos comerciais.

Musk x Trump: bilionário ameaça publicar lista de Jeffrey Epstein nas redes sociais (Foto: Reprodução)
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviará cartas a parceiros comerciais detalhando novas tarifas de importação que podem variar de 10% a 70%.
  • As tarifas visam países que não firmaram acordos comerciais desde abril e podem entrar em vigor a partir de 1º de agosto.
  • O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as notificações terão caráter de ultimato e que o governo espera acelerar as negociações.
  • Até o momento, apenas três acordos foram concretizados, incluindo um com o Vietnã.
  • Trump também ameaçou tarifas adicionais de 10% a países que se alinharem ao bloco Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está em uma semana crucial para a definição de tarifas de importação, com um prazo que se encerra em 9 de julho. Ele enviará cartas a parceiros comerciais detalhando tarifas que podem variar de 10% a 70% para países que não firmaram acordos comerciais desde abril. As tarifas, inicialmente anunciadas como “recíprocas”, visam pressionar nações a negociar com Washington.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, indicou que as notificações terão caráter de ultimato, alertando que, sem progresso nas negociações, as tarifas entrarão em vigor a partir de 1º de agosto. Apesar do prazo, a Casa Branca sugere que isso pode oferecer mais tempo para acordos. Até agora, apenas três acordos foram concretizados, incluindo um com o Vietnã, que ainda carece de detalhes formais.

Ameaças a Países do Brics

Trump também intensificou suas ameaças a países que se alinharem com o bloco Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Ele anunciou que esses países poderão enfrentar tarifas adicionais de 10%. A declaração ocorreu após a cúpula do Brics no Rio de Janeiro, onde os membros criticaram as políticas tarifárias dos EUA, sem mencionar diretamente o país.

As negociações com a China continuam em um estado delicado, com promessas de controle sobre exportações de metais raros, mas sem um acordo formal. A Índia também está na mira, com a possibilidade de um acordo próximo, embora tenha notificado a Organização Mundial do Comércio sobre possíveis tarifas retaliatórias.

Expectativas e Desafios

A expectativa inicial do governo era fechar 90 acordos em 90 dias, mas até agora apenas três foram firmados. O governo dos EUA arrecadou US$ 81,5 bilhões em tarifas até junho, fortalecendo a posição de Trump nas negociações. A pressão para acelerar os acordos é evidente, com Bessent afirmando que a escolha de evitar tarifas cabe aos países envolvidos.

Com o prazo se aproximando, a situação permanece tensa, e os desdobramentos nas negociações comerciais serão monitorados de perto. A falta de progresso pode resultar em uma escalada nas tensões comerciais internacionais, impactando o comércio global.

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