- O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) no Brasil caiu 11,1% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior, passando de 127 pontos para 112,9 pontos.
- Apesar da queda anual, houve um aumento de 1,1% em comparação ao mês anterior, marcando a segunda alta consecutiva.
- A taxa de desemprego caiu para 6,2%, e a desaceleração da inflação contribuíram para a leve recuperação da confiança do consumidor, segundo o assessor econômico da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), Fabio Pina.
- A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) também teve queda de 2,2% em junho em relação ao ano passado, atingindo 105,1 pontos, mas subiu 0,86% em relação ao mês anterior.
- A Fecomércio-SP destaca que o encarecimento do crédito e o aumento do endividamento familiar impactaram o consumo de bens duráveis, que caiu 13,9%.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) no Brasil apresentou uma queda de 11,1% em junho em relação ao mesmo mês do ano anterior, conforme dados da Federação do Comércio (Fecomércio-SP). O índice passou de 127 pontos para 112,9 pontos. Apesar dessa queda anual, houve uma leve recuperação de 1,1% em comparação ao mês anterior, marcando a segunda alta consecutiva.
A confiança do consumidor é impactada por fatores como emprego e renda. O assessor econômico da Fecomércio, Fabio Pina, destaca que a taxa de desemprego, que caiu para 6,2%, e a desaceleração da inflação têm contribuído para essa leve recuperação. Pina afirma que, embora o Brasil enfrente um sério problema fiscal, a percepção do público é mais influenciada pela situação do emprego, que gera renda e, consequentemente, consumo.
Intenção de Consumo
O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF) também registrou uma queda de 2,2% em junho em relação ao ano passado, atingindo 105,1 pontos. No entanto, houve um aumento de 0,86% em relação ao mês anterior. A Fecomércio aponta que a retração no consumo de bens duráveis, que caiu 13,9%, reflete tanto a saturação da demanda quanto o encarecimento do crédito e o aumento do endividamento familiar.
Por outro lado, o ICF mostrou uma melhora na percepção sobre o emprego atual e nas expectativas profissionais, com aumentos de 0,9% e 8,6%, respectivamente. O número de trabalhadores com carteira assinada alcançou 39,8 milhões, um recorde desde 2014.
Desafios Futuros
Pina alerta que a política fiscal é o maior risco para a confiança do consumidor no futuro. A contenção de gastos públicos pode evitar um desaquecimento econômico mais acentuado. A defasagem entre a alta da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, e seus efeitos na economia pode levar a um adiamento de investimentos por parte das empresas, impactando a criação de empregos.
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