- Steve Eisman, investidor conhecido por prever a crise das hipotecas subprime, afirmou que as preocupações com o déficit orçamentário federal dos Estados Unidos podem ser exageradas.
- Ele comentou sobre a aprovação da “One Big Beautiful Bill Act”, que pode aumentar a dívida do país em US$ 3,4 trilhões na próxima década.
- O projeto inclui cortes de impostos, aumento de gastos com imigração e cortes em programas sociais como o Medicaid.
- A Congressional Budget Office alertou que a medida pode impactar negativamente a trajetória fiscal dos EUA, gerando preocupações entre investidores.
- Eisman destacou que a estabilidade dos rendimentos dos títulos do Tesouro de dez anos sugere que não há uma alternativa viável, minimizando as preocupações sobre o déficit.
Steve Eisman, conhecido por prever a crise das hipotecas subprime, afirmou que as preocupações com o déficit orçamentário federal dos EUA podem ser exageradas. Em recente entrevista, ele comentou sobre a aprovação da One Big Beautiful Bill Act, assinada pelo ex-presidente Donald Trump, que pode aumentar a dívida do país em US$ 3,4 trilhões ao longo da próxima década.
O novo projeto de lei inclui cortes de impostos e aumento de gastos com a imigração, além de cortes significativos em programas sociais como o Medicaid. A Congressional Budget Office já alertou que a medida pode impactar negativamente a trajetória fiscal dos EUA, levantando preocupações entre investidores.
Apesar disso, Eisman, que também é apresentador do podcast The Real Eisman Playbook, observa que o rendimento dos títulos do Tesouro de dez anos não tem mostrado sinais de reação negativa à saúde fiscal do país. Desde dezembro de 2022, a taxa de referência tem se mantido estável, o que, segundo ele, indica que não há uma alternativa viável aos títulos do governo.
Eisman destacou que, enquanto não houver uma alternativa real ao Tesouro, as preocupações sobre o déficit não são tão relevantes. Ele também minimizou a importância das avaliações de ações, que têm se elevado com o recente crescimento do mercado. Para ele, o que realmente pode afetar o mercado é uma recessão, semelhante à que ocorreu no início dos anos 2000, e não a simples avaliação das ações.
Os investidores estão preocupados que a nova legislação possa pressionar os rendimentos dos títulos, especialmente em um cenário de inflação crescente. A emissão de mais dívida para financiar o projeto pode impactar os preços e aumentar os rendimentos, mas Eisman permanece cético quanto a essas preocupações, afirmando que o foco deve estar em eventos mais significativos, como uma possível guerra comercial.
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