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Consolidação do mercado ameaça a sobrevivência de fundos imobiliários menores

A consolidação dos fundos imobiliários no Brasil pressiona FIIs menores, enquanto segmentos como saúde e data centers oferecem novas oportunidades.

Foto: Reprodução
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  • A indústria de fundos imobiliários (FIIs) no Brasil enfrenta uma fase de consolidação.
  • Gestores relatam dificuldades para FIIs menores captarem recursos devido ao cenário de juros altos.
  • A popularização dos fundos de fundos (FOFs) desde 2016 alterou a dinâmica do setor, aumentando a acessibilidade das cotas.
  • Segmentos como data centers, saúde e residenciais para renda apresentam potencial de crescimento, embora ainda sejam pequenos no mercado.
  • A queda das taxas de juros pode abrir espaço para novos fundos e estratégias de nicho, mas a captação para fundos pequenos continua restrita.

A indústria de fundos imobiliários (FIIs) no Brasil está passando por uma fase de consolidação, com gestores destacando a crescente dificuldade de FIIs menores em captar recursos. O cenário atual, marcado por juros altos, tem levado investidores a priorizar escala, liquidez e eficiência operacional. Rodrigo Abbud, sócio do Pátria Investimentos, observa que o Brasil segue uma tendência similar à dos mercados maduros, como o dos Estados Unidos.

Isabella Almeida, gestora da Asset, aponta que a dificuldade de novos IPOs para fundos menores é um reflexo do ambiente macroeconômico. A consolidação é impulsionada por gestoras com maior capital, como o Pátria, que buscam diversificação de ativos e liquidez para os cotistas. Rodrigo Possenti, da Fator Gestão, complementa que, embora o momento seja propício, os movimentos de fusão ainda são pontuais.

Evolução do Setor

Desde a popularização dos fundos de fundos (FOFs) em 2016, a dinâmica do setor mudou. Pedro Costa, da RBR Asset, destaca que a maior disponibilidade de informações e a acessibilidade das cotas alteraram o panorama. Atualmente, os hedge funds imobiliários estão ganhando destaque, oferecendo maior flexibilidade e potencial de retorno.

Abbud acredita que, com a queda das taxas de juros, pode haver espaço para novos fundos e FIIs menores, especialmente aqueles com estratégias de nicho. Contudo, Possenti ressalta que a captação para fundos pequenos é bastante restrita atualmente. Gestores concordam que a diminuição da taxa de juros será crucial para o surgimento de novos veículos de investimento.

Novos Segmentos em Alta

Os segmentos de data centers, saúde e residenciais para renda são destacados como áreas com grande potencial de crescimento. Abbud e Almeida afirmam que, embora ainda representem uma fatia pequena do mercado, esses nichos podem ganhar força à medida que se estruturam. Possenti menciona que os fundos de desenvolvimento, embora mais arriscados, também podem ser uma oportunidade futura.

A RBR Asset vê um espaço significativo para Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que já são uma ferramenta importante de financiamento. Costa observa que, além de lajes corporativas e shoppings, segmentos menos comuns, como Renda Urbana e Multifamily, apresentam inúmeras possibilidades para diversificação e geração de retorno.

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