- Quase 1 milhão de famílias deixaram o Bolsa Família em julho de 2023, totalizando 19,6 milhões de beneficiários, o menor número desde a reformulação do programa em março.
- A saída foi impulsionada pelo aumento da renda domiciliar, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
- Dentre as famílias desligadas, 536 mil cumpriram a Regra de Proteção, recebendo metade do benefício por até 12 meses.
- Aproximadamente 385 mil foram desligadas por ultrapassarem o teto de meio salário mínimo, que é de R$ 759 por pessoa.
- Desde o início de 2023, cerca de 8,6 milhões de famílias deixaram o programa, refletindo um crescimento econômico e uma recuperação do mercado de trabalho formal.
Quase 1 milhão de famílias deixaram de receber o Bolsa Família em julho de 2023, resultando em um total de 19,6 milhões de beneficiários, o menor número desde a reformulação do programa em março. Essa queda é atribuída ao aumento da renda domiciliar, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
Entre as famílias desligadas, 536 mil cumpriram a Regra de Proteção, que permite a permanência temporária no programa, recebendo metade do benefício por até 12 meses. Outras 385 mil foram desligadas por ultrapassarem o teto de meio salário mínimo, que é de R$ 759 por pessoa. Essa atualização de dados no Cadastro Único facilitou a identificação de famílias que não necessitam mais do auxílio.
Desde o início de 2023, aproximadamente 8,6 milhões de famílias deixaram o programa, refletindo um crescimento econômico. A secretária nacional de Renda de Cidadania, Eliane Aquino, destacou que essa redução é um sinal positivo da recuperação do mercado de trabalho formal.
Impacto no Emprego
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que 2,01 milhões dos 11,7 milhões de admissões entre janeiro e maio de 2023 foram de beneficiários do Bolsa Família, representando 17,1% das contratações. O saldo positivo de 606,4 mil vínculos formais entre os participantes do programa indica que a permanência no mercado de trabalho formal é maior do que em outros grupos.
A saída de famílias do Bolsa Família não implica uma diminuição na assistência, pois o orçamento liberado pode ser utilizado para novos beneficiários em situação de pobreza. O governo já negociou um corte de R$ 7,7 bilhões na reserva do programa para o orçamento de 2025, visando acomodar o crescimento de outras despesas.
Desafios e Oportunidades
Apesar do aumento no emprego formal, a informalidade continua sendo um desafio. A professora do Insper, Laura Müller Machado, sugere que um monitoramento mais próximo das famílias em situação de informalidade poderia aumentar o número de desligamentos. A especialista propõe que, em vez de retirar o benefício de forma abrupta, o governo poderia oferecer incentivos para aqueles que conseguem emprego formal, promovendo uma transição mais suave.
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