- O agronegócio brasileiro, que representa quase 25% do PIB, enfrenta novos desafios devido a tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, com previsão de início em agosto.
- Empresas do setor estão antecipando exportações para evitar a taxação, com destaque para a atuação de Felipe Greco, gestor dos fundos agro da Kinea.
- A carteira da Kinea é majoritariamente exposta a empresas exportadoras, com cerca de 80% de sua atuação global diversificada.
- Setores vulneráveis incluem suco de laranja, proteínas animais, papel e celulose. O suco de laranja é especialmente dependente do mercado americano, que consome cerca de 80% do produto brasileiro.
- As empresas buscam redirecionar exportações e podem haver negociações bilaterais para minimizar os impactos das tarifas.
O agronegócio brasileiro, que representa quase 25% do PIB, enfrenta novos desafios com as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, que podem entrar em vigor em agosto. Essa situação gera preocupação entre as empresas do setor, especialmente em relação aos Fiagros, que podem ter suas carteiras impactadas.
Com a iminência das tarifas, muitas empresas estão antecipando exportações para evitar a taxação. Felipe Greco, gestor dos fundos agro da Kinea, destaca que essa movimentação é uma resposta rápida ao cenário. “Algumas empresas estão realizando uma verdadeira operação de guerra para antecipar exportações programadas para os próximos meses”, afirma. A carteira da Kinea está majoritariamente exposta a empresas exportadoras, com cerca de 80% de sua atuação global diversificada, o que ajuda a mitigar os impactos.
Setores Vulneráveis
Os setores mais vulneráveis às tarifas incluem suco de laranja, proteínas animais, papel e celulose. Tiago Reis, sócio-fundador da Suno, ressalta que o impacto das tarifas varia entre as cadeias produtivas. No caso dos grãos, a exposição é menor, pois os EUA são autossuficientes. Já o café deve ter efeitos limitados, devido à sua logística diversificada.
A situação é mais delicada para o suco de laranja, que depende fortemente do mercado americano. “É difícil imaginar que os EUA deixem de consumir suco de laranja brasileiro, dado que cerca de 80% do que consomem vem do Brasil”, analisa Greco. Para os investidores de Fiagros, é crucial entender a exposição dos fundos a cadeias exportadoras sensíveis às tarifas e acompanhar as negociações comerciais.
Estratégias de Redirecionamento
As empresas estão também buscando redirecionar suas exportações para minimizar os efeitos das tarifas. Greco acredita que, a médio e longo prazo, pode haver alguma acomodação ou negociação bilateral por segmento. O agronegócio, com sua diversidade, exige atenção constante às mudanças no cenário internacional e suas implicações para o mercado interno.
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