- O Brasil, maior produtor de suco de laranja do mundo, enfrenta dificuldades nas exportações devido a uma tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos.
- O governo brasileiro está intensificando negociações com China, Coreia do Sul e Arábia Saudita para aumentar as vendas de suco de laranja, café e carne bovina.
- O Ministério da Agricultura e Pecuária mobilizou cerca de 40 adidos agrícolas para reforçar as conversas com esses países.
- A Confederação Nacional da Agricultura projeta uma queda de 48% nas exportações de suco de laranja para os EUA, resultando em uma perda de US$ 5,8 bilhões.
- As exportações de café para a China e Austrália também estão em foco, com crescimento nas importações registradas.
O Brasil, maior produtor de suco de laranja do mundo, enfrenta desafios nas exportações devido a uma tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos. Para contornar essa situação, o governo brasileiro intensifica negociações com China, Coreia do Sul e Arábia Saudita para expandir a venda de suco de laranja, café e carne bovina.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mobilizou cerca de 40 adidos agrícolas para reforçar as conversas com esses países. A estratégia surge após o anúncio da tarifa, que pode zerar as exportações de suco de laranja para os EUA, segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A entidade projeta uma queda de 48% nas exportações brasileiras para o mercado norte-americano, resultando em uma perda de US$ 5,8 bilhões.
Desafios e Oportunidades
As exportações de suco de laranja para a China caíram 63,2% na safra 2024/25, totalizando 30 mil toneladas e gerando uma receita de US$ 103,5 milhões. Ibiapaba Netto, presidente da CitrusBR, ressalta que, apesar de qualquer ajuda governamental ser bem-vinda, o mercado dos EUA é insubstituível. Além disso, a aceitação do suco de laranja na Arábia Saudita pode ser dificultada pela preferência local por bebidas quentes.
O Brasil também busca expandir suas exportações de carne bovina. O Japão e a Coreia do Sul são os países com maior avanço nas negociações, enquanto o Vietnã já anunciou a abertura para a carne brasileira. Desde 2023, 19 novos mercados foram conquistados para essa proteína.
Café em Alta
O café brasileiro é outra prioridade nas negociações. O Brasil está em conversas com China e Austrália para aumentar as importações. No primeiro semestre deste ano, a China importou 530 mil sacas de café, um aumento de 2% em relação ao ano anterior. A Austrália, por sua vez, comprou 223 mil sacas, registrando um crescimento de 1%.
A falta de interlocutores nos EUA tem dificultado as negociações. O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, agendou uma coletiva para discutir a comitiva que viajará aos EUA para tratar da tarifa com o governo de Donald Trump. A expectativa é que a ordem executiva sobre a sobretaxa seja publicada até 1º de agosto.
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