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Mais de 10 mil empresas brasileiras enfrentarão impacto de novas tarifas comerciais

Governo brasileiro se mobiliza para enfrentar tarifas de 50% dos EUA, com plano de contingência e apoio a setores afetados.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em Brasília (Foto: REUTERS/Mateus Bonomi)
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  • O governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, afetando cerca de 10 mil empresas.
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está elaborando um plano de contingência que inclui linhas de crédito para mitigar os impactos da medida, que entrará em vigor em 1º de agosto.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou disposto a negociar com o governo Trump e destacou a importância de defender os interesses dos empresários brasileiros.
  • Setores como aviação, frigoríficos e indústrias de aço são os mais afetados. A Embraer busca um acordo semelhante ao que isentou aeronaves em um pacto entre EUA e Reino Unido.
  • Governadores de estados, como São Paulo, estão se mobilizando para apoiar exportadores, e o Senado brasileiro estuda enviar uma comitiva a Washington para promover o diálogo.

BRASÍLIA (Reuters) – O governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, afetando cerca de 10 mil empresas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que um plano de contingência está sendo elaborado, incluindo linhas de crédito para mitigar os impactos da medida, que entrará em vigor em 1º de agosto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou disposição para negociar com o governo Trump, afirmando que o Brasil está aberto ao diálogo. Durante um evento em Minas Gerais, Lula destacou a importância de defender os interesses dos empresários brasileiros e reafirmou a tradição do país em ser um bom negociador.

Medidas Emergenciais

Haddad, em entrevista à Rádio Itatiaia, afirmou que o planejamento será apresentado a Lula na próxima semana. O governo busca alternativas para minimizar os danos, enquanto empresários se mobilizam para encontrar soluções. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) liderará uma missão aos EUA para sensibilizar as partes envolvidas sobre os prejuízos das tarifas.

Setores como aviação, frigoríficos e indústrias de aço estão entre os mais afetados. A Embraer, por exemplo, busca um acordo semelhante ao que isentou aeronaves em um pacto entre EUA e Reino Unido. Frigoríficos enfrentam dificuldades, enquanto a BrasPine, exportadora de molduras, já concedeu férias coletivas a parte de seus funcionários devido à queda nas encomendas.

Mobilização e Diálogo

Governadores de estados como São Paulo e Espírito Santo também estão se mobilizando. O governador paulista, Tarcísio de Freitas, anunciou uma linha de crédito de 200 milhões de reais para apoiar exportadores. Além disso, o Senado brasileiro estuda enviar uma comitiva a Washington para promover o diálogo.

A situação é crítica, e empresários têm orientado seus parceiros nos EUA a relatar os potenciais prejuízos do tarifaço. A expectativa é que medidas concretas sejam adotadas para minimizar os danos e manter as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

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