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PT investiga votos de eleitores falecidos em eleição interna na Bahia

Câmara de Recursos do PT investiga votos de eleitores falecidos nas eleições internas, podendo anular as urnas em Camaçari e Barro Preto.

Foto: Reprodução
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  • A Câmara de Recursos do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu abrir um processo disciplinar para investigar irregularidades nas eleições internas em Camaçari e Barro Preto, na Bahia.
  • Denúncias indicam que eleitores falecidos teriam votado nas eleições que escolheram novos diretórios municipal, estadual e nacional.
  • Em Camaçari, pelo menos cinco eleitores mortos votaram, e um caso semelhante foi identificado em Barro Preto.
  • A chapa derrotada, chamada Partido Forte, fez as denúncias, alegando que a direção estadual do PT tolerou práticas irregulares.
  • A comissão estadual formada pela Câmara de Recursos avaliará as irregularidades e, se confirmadas, as urnas poderão ser anuladas.

A Câmara de Recursos do PT decidiu abrir um processo disciplinar para investigar irregularidades nas eleições internas do partido em Camaçari e Barro Preto, na Bahia. A decisão foi motivada por denúncias de que eleitores falecidos teriam registrado votos durante o pleito que elegeu os novos diretórios municipal, estadual e nacional.

A apuração revelou que, em Camaçari, pelo menos cinco eleitores mortos votaram, enquanto em Barro Preto, um caso semelhante foi identificado. A chapa derrotada, chamada Partido Forte, foi a responsável pela denúncia, alegando que a atual direção estadual do PT estaria tolerando práticas irregulares. O novo presidente do PT na Bahia, Tássio Brito, foi eleito com apoio do senador Jaques Wagner.

A Câmara de Recursos determinou a formação de uma comissão estadual para avaliar a extensão das irregularidades. Caso sejam confirmadas, as urnas poderão ser anuladas. O PT da Bahia, embora tenha decidido anular os votos dos falecidos, aprovou a eleição nas duas cidades. A chapa Partido Forte já anunciou que pretende recorrer a instâncias superiores do partido.

O texto da decisão da Câmara de Recursos destaca que, apesar de reconhecer irregularidades, não foi possível determinar a extensão exata das distorções no processo eleitoral. A situação levanta questionamentos sobre a legitimidade das eleições internas e a condução do processo eleitoral no partido.

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