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Copom deve manter juros estáveis, segundo Azevedo da Ibiúna

Economistas projetam Selic entre 11% e 13% para 2026, enquanto Banco Central mantém taxa em 15% e enfrenta desafios fiscais.

Foto: Reprodução
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  • O Banco Central do Brasil deve manter a taxa de juros em 15% nas próximas reuniões.
  • Economistas discutiram a inflação controlada e desafios fiscais para 2026 durante a Learning Session da Expert XP 2025.
  • As previsões para a Selic em 2026 variam entre 11% e 13%.
  • Rodrigo Azevedo, da Ibiúna Investimentos, afirmou que as reuniões do Copom devem ser estáveis, sem mudanças significativas na política monetária.
  • Caio Megale, da XP, destacou a inflação de curto prazo e alertou sobre os riscos fiscais em ano eleitoral.

O Banco Central do Brasil deve manter a taxa de juros em 15% nas próximas reuniões, conforme sinalizado anteriormente. Durante a Learning Session da Expert XP 2025, economistas discutiram a inflação controlada e os desafios fiscais para 2026, com previsões divergentes para a Selic, que variam entre 11% e 13%.

Rodrigo Azevedo, sócio fundador da Ibiúna Investimentos, destacou que as próximas reuniões do Copom devem ser “chatas”, sem grandes mudanças na política monetária. Ele observou que a última reunião do Banco Central indicou uma pausa nas elevações da taxa de juros, prevendo um período prolongado de estabilidade. Caio Megale, economista-chefe da XP, elogiou o desempenho da inflação de curto prazo, atribuindo-o à desvalorização do dólar e à atuação firme do Banco Central.

Entretanto, Megale alertou sobre os desafios fiscais que podem surgir em 2026, ano de eleições presidenciais, o que pode levar a um aumento nos gastos públicos. Carlos Woelz, diretor da Kapitalo Investimentos, enfatizou a gravidade da situação fiscal, afirmando que a política monetária restritiva pode agravar a dinâmica da dívida pública.

Azevedo também mencionou que a economia brasileira não está desacelerando como esperado, sugerindo que as reformas estruturais, como a Reforma Trabalhista, podem estar contribuindo para a estabilidade. Ele ainda destacou os riscos associados ao uso de crédito subsidiado, que pode exigir uma Selic ainda mais alta.

Com a expectativa de uma política monetária sem grandes novidades, as projeções para a Selic em 2026 variam: Megale prevê 12,5%, Azevedo 13%, e Woelz 11%.

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