- O Grupo Potencial anunciou a construção do maior bioduto de longa distância do Brasil, com investimento de R$ 200 milhões.
- O bioduto terá 55 quilômetros de extensão e permitirá a inclusão do biodiesel no pool das distribuidoras.
- A obra será realizada em parceria com a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) e passará por municípios como Lapa, Contenda e Araucária.
- A empresa, que produz cerca de 1 bilhão de litros de biodiesel por ano, espera aumentar seu faturamento para R$ 15 bilhões até 2027.
- A iniciativa é impulsionada pela Lei do Combustível do Futuro, que deve aumentar o consumo de soja no Brasil de 6 milhões de toneladas em 2024 para 11,1 milhões de toneladas em 2030.
Após anunciar a ampliação de sua planta de biodiesel para 2026, o Grupo Potencial, maior produtor de biodiesel em planta única da América Latina, revelou planos para construir o maior bioduto de longa distância do Brasil. O investimento será de R$ 200 milhões e a obra contará com a parceria da Companhia Paranaense de Gás (Compagas).
Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente do grupo, destacou que o bioduto terá 55 km de extensão e permitirá a inclusão do biodiesel no pool das distribuidoras. Atualmente, a empresa produz cerca de 1 bilhão de litros de biodiesel por ano, com 15% da soja do Paraná passando indiretamente por suas operações. Em 2024, o faturamento da companhia cresceu 22%, alcançando R$ 10,4 bilhões, e a expectativa é que esse valor chegue a R$ 15 bilhões até 2027.
Impacto Regional
O bioduto passará por municípios como Lapa, Contenda e Araucária, este último sendo um importante polo industrial do Brasil, onde se localiza a refinaria Repar da Petrobras. Hammerschmidt mencionou que o duto atenderá diversas bases de combustíveis na região, incluindo as da Vibra, Ipiranga e Raízen, além da base do próprio Grupo Potencial.
A iniciativa surge em um contexto favorável, com a aprovação da Lei do Combustível do Futuro no ano passado, que traz previsibilidade para o setor agropecuário. A nova mistura de B15 e E30 deve aumentar o consumo de soja no Brasil, que pode passar de 6 milhões de toneladas em 2024 para 11,1 milhões de toneladas em 2030. Hammerschmidt enfatizou que a previsibilidade econômica é crucial para o avanço de projetos no setor.
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