- A hidrelétrica de Itaipu, parceria entre Brasil e Paraguai, planeja construir duas novas turbinas.
- A demanda de energia no Paraguai aumentou devido à instalação de data centers e mineração de bitcoin.
- O diretor-geral da Itaipu, Enio Verri, afirmou que a expansão é necessária, mas depende de estudos técnicos e acordos entre os países.
- O diretor técnico paraguaio, Hugo Zárate, indicou que o Paraguai pode consumir toda a energia gerada pela hidrelétrica até 2035.
- A falta de viabilidade econômica ainda impede o avanço do projeto de expansão.
A hidrelétrica de Itaipu, uma parceria entre Brasil e Paraguai, está considerando a construção de duas novas turbinas para atender ao aumento da demanda de energia no Paraguai. O crescimento do consumo é impulsionado pela instalação de data centers e operações de mineração de bitcoin, o que pode impactar os repasses de energia ao Brasil.
O diretor-geral da Itaipu, Enio Verri, afirmou que a expansão é “inevitável”, mas ressaltou a necessidade de estudos técnicos, sociais e ambientais, além de um acordo entre os dois países. Ele destacou que o Paraguai pode consumir toda a energia a que tem direito, reduzindo a venda de excedentes ao Brasil. O diretor técnico paraguaio, Hugo Zárate, mencionou que a Administradora Nacional de Eletricidade (Ande) projeta que o Paraguai atingirá 50% de consumo da energia gerada pela hidrelétrica até 2035.
Nos últimos anos, a demanda de energia no Paraguai cresceu mais de 14% em 2024, principalmente devido à intensa utilização de energia por empresas de mineração de criptomoedas. O Paraguai se destaca por oferecer uma fonte de energia barata e renovável, atraindo investimentos nesse setor. Zárate também indicou que a Ande está incentivando a instalação de data centers e servidores de inteligência artificial no país.
Sobre a viabilidade da construção das novas turbinas, Verri informou que a equipe da Itaipu está avaliando a situação. Ele mencionou que há espaço físico na estrutura da barragem para a ampliação, mas a falta de viabilidade econômica ainda impede que o projeto avance. O diretor não especificou um prazo para a realização da expansão, afirmando que o setor de energia não permite decisões de curto prazo.
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