- Os preços de alimentação e bebidas no Brasil caíram 0,06% em julho, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
- Esta é a segunda queda consecutiva, após um aumento de 0,33% em junho.
- No acumulado de doze meses, o IPCA-15 subiu 5,30%, ligeiramente acima dos 5,27% registrados em junho.
- A batata-inglesa, a cebola e o arroz foram os principais responsáveis pela queda nos preços, com reduções de 10,48%, 9,08% e 2,69%, respectivamente.
- A expectativa é de novas quedas nos preços nos próximos meses, impulsionadas por maior oferta e boas condições climáticas.
Os preços de alimentação e bebidas no Brasil apresentaram uma leve queda de 0,06% em julho, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este é o segundo recuo consecutivo na categoria, após uma alta de 0,33% nos primeiros 15 dias do mês.
No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 registrou uma variação de 5,30%, ligeiramente acima dos 5,27% observados em junho. A queda nos preços de alimentação no domicílio foi mais acentuada, passando de -0,24% em junho para -0,40% em julho. Os principais responsáveis por essa redução foram a batata-inglesa, com uma queda de 10,48%, a cebola, que caiu 9,08%, e o arroz, que teve uma diminuição de 2,69%.
Expectativas para os Próximos Meses
A expectativa é de que os preços continuem a cair nos próximos meses, impulsionados por uma maior oferta e condições climáticas favoráveis. O plantio da batata, que ocorreu entre fevereiro e junho, foi adiantado em cerca de 5% em relação ao ciclo normal. As colheitas, que começaram em maio, devem ser concluídas até outubro, o que pode resultar em uma produtividade média de 40 toneladas por hectare.
A cebola também teve uma queda significativa, refletindo o aumento na oferta, especialmente com a entrada de Monte Alto (SP) no mercado. Já o arroz, um alimento básico na mesa dos brasileiros, teve sua produção nacional incentivada por boas condições climáticas e a recuperação da colheita no Rio Grande do Sul, que enfrentou enchentes no ano anterior. Em 12 meses, o preço do arroz caiu 16,78%, aliviando a pressão sobre as famílias.
Análise do Mercado
Os dados indicam que a cesta básica, que já havia registrado uma queda de 3,23% em junho, continua a mostrar sinais de alívio. O aumento na produtividade e a recuperação das colheitas são fatores que devem contribuir para a manutenção dessa tendência de queda nos preços, beneficiando os consumidores nos próximos meses.
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