- Produtores brasileiros de ferro-gusa enfrentam dificuldades devido a tensões tarifárias com os Estados Unidos, principais compradores do material.
- A Modulax anunciou o encerramento temporário de suas operações, previsto para a próxima semana, sem data definida para retorno.
- A Css Siderúrgica Setelagoana também pode interromper suas atividades, dependendo da situação do mercado e do esgotamento de estoques.
- A possibilidade de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, gerou incertezas e levou alguns importadores a suspender contratos.
- O diretor do sindicato Sindifer, Fausto Varela, informou que os produtores consideram conceder licença remunerada aos trabalhadores e que demissões são uma possibilidade.
Os produtores brasileiros de ferro-gusa enfrentam um cenário desafiador devido a tensões tarifárias com os Estados Unidos, principais compradores do material. A Modulax anunciou o encerramento temporário de suas operações, programado para a próxima semana, enquanto a Css Siderúrgica Setelagoana também pode seguir o mesmo caminho, dependendo da situação do mercado.
A decisão da Modulax foi confirmada pelo diretor executivo Geraldo Basques, que destacou a necessidade de realizar manutenção antecipada. “Não temos data para retomar a produção”, afirmou, referindo-se às incertezas comerciais. A Css Siderúrgica, por sua vez, opera com estoques limitados e aguarda mais clareza sobre as tarifas, podendo interromper suas atividades assim que os suprimentos se esgotarem.
A ameaça de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a cautela entre os importadores norte-americanos, que estão hesitando em aceitar preços mais altos. Essa situação já levou alguns compradores a suspender contratos, gerando preocupações sobre possíveis demissões no setor.
O diretor do sindicato Sindifer, Fausto Varela, mencionou que os produtores estão considerando conceder licença remunerada aos trabalhadores, além de demissões. Ele ressaltou que “é quase impossível redirecionar essas vendas para outros mercados no curto prazo”. O Brasil, que é o maior fornecedor de ferro-gusa para os EUA, viu cerca de um terço de suas exportações desse material destinadas ao país no primeiro semestre deste ano, segundo dados do governo.
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