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Criptoempresa usará energia agrícola e subsídio para minerar bitcoin no Brasil

Tether planeja expandir sua mineração de bitcoins no Brasil, utilizando energia de biogás e buscando liderança global na atividade.

Paolo Ardoino, CEO da empresa de criptomoedas Tether, e Chris Pavlovski, CEO do Rumble, durante evento em San Salvador, a capital de El Salvador, realizado em janeiro (Foto: Reprodução/Rumble)
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  • A Tether anunciou planos para minerar bitcoins no Brasil, em Mato Grosso do Sul.
  • A operação usará energia de usinas termelétricas de biogás.
  • O objetivo é se tornar o maior minerador de bitcoins do mundo.
  • A mineradora já atua em El Salvador e Uruguai e planeja construir complexos de processamento de dados.
  • A atividade será subsidiada por um programa do governo estadual que reduz a carga tributária sobre a geração de biogás.

A Tether, empresa de criptomoedas conhecida por emitir o USDT, anunciou planos para minerar bitcoins no Brasil, especificamente em Mato Grosso do Sul. A operação utilizará energia de usinas termelétricas de biogás, com o objetivo de se tornar o maior minerador de bitcoins do mundo.

A mineradora, que já atua em países como El Salvador e Uruguai, planeja construir complexos de processamento de dados dedicados à atividade. O CEO da Tether, Paolo Ardoino, destacou que a iniciativa busca reduzir o impacto ambiental da mineração e aumentar a resiliência da cadeia de suprimentos digital.

A Tether adquiriu a Adecoagro, uma companhia agrícola argentina com operações em Mato Grosso do Sul, em abril de 2023. A empresa possui usinas nos municípios de Ivinhema e Angélica, com capacidade de geração de 96 e 120 megawatts, respectivamente. A mineração de bitcoins será subsidiada por um programa do governo estadual que reduz a carga tributária sobre a geração de biogás.

Engenheiros e advogados alertam que as criptomoedas mineradas podem ser utilizadas para lavagem de dinheiro, devido à falta de rastreabilidade. A Tether e a Adecoagro não comentaram sobre o licenciamento dos data centers para a mineração. A atividade é considerada prestação de serviço de processamento de dados, já que não há legislação específica sobre mineração de bitcoin no Brasil.

Atualmente, a Tether já opera em menor escala no Uruguai, onde conectou suas bases a campos de energia eólica. A construção dos data centers no Uruguai custou US$ 20 milhões e gerou 60 postos de trabalho diretos. A empresa planeja expandir sua capacidade de geração no Brasil, visando um potencial de 230 megawatts.

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