- A Tether anunciou planos para minerar bitcoins no Brasil, em Mato Grosso do Sul.
- A operação usará energia de usinas termelétricas de biogás.
- O objetivo é se tornar o maior minerador de bitcoins do mundo.
- A mineradora já atua em El Salvador e Uruguai e planeja construir complexos de processamento de dados.
- A atividade será subsidiada por um programa do governo estadual que reduz a carga tributária sobre a geração de biogás.
A Tether, empresa de criptomoedas conhecida por emitir o USDT, anunciou planos para minerar bitcoins no Brasil, especificamente em Mato Grosso do Sul. A operação utilizará energia de usinas termelétricas de biogás, com o objetivo de se tornar o maior minerador de bitcoins do mundo.
A mineradora, que já atua em países como El Salvador e Uruguai, planeja construir complexos de processamento de dados dedicados à atividade. O CEO da Tether, Paolo Ardoino, destacou que a iniciativa busca reduzir o impacto ambiental da mineração e aumentar a resiliência da cadeia de suprimentos digital.
A Tether adquiriu a Adecoagro, uma companhia agrícola argentina com operações em Mato Grosso do Sul, em abril de 2023. A empresa possui usinas nos municípios de Ivinhema e Angélica, com capacidade de geração de 96 e 120 megawatts, respectivamente. A mineração de bitcoins será subsidiada por um programa do governo estadual que reduz a carga tributária sobre a geração de biogás.
Engenheiros e advogados alertam que as criptomoedas mineradas podem ser utilizadas para lavagem de dinheiro, devido à falta de rastreabilidade. A Tether e a Adecoagro não comentaram sobre o licenciamento dos data centers para a mineração. A atividade é considerada prestação de serviço de processamento de dados, já que não há legislação específica sobre mineração de bitcoin no Brasil.
Atualmente, a Tether já opera em menor escala no Uruguai, onde conectou suas bases a campos de energia eólica. A construção dos data centers no Uruguai custou US$ 20 milhões e gerou 60 postos de trabalho diretos. A empresa planeja expandir sua capacidade de geração no Brasil, visando um potencial de 230 megawatts.
Entre na conversa da comunidade