- A JBS lançou o projeto Vitrines de Restauração em parceria com a Ecoporé.
- A iniciativa começa em julho de 2023 em Rondônia e visa restaurar 3.000 hectares de vegetação nativa.
- O projeto utiliza a técnica de muvuca, que envolve a semeadura de uma mistura de sementes nativas, com apoio de comunidades locais.
- O Fundo JBS Pela Amazônia financia a ação, que também inclui capacitação para os envolvidos.
- O plantio de sementes está programado para ocorrer entre outubro e novembro de 2025, com investimento inicial de mais de R$ 200 mil.
A JBS, uma das maiores empresas do setor alimentício, lançou o projeto Vitrines de Restauração em parceria com a Ecoporé. A iniciativa, que se inicia em julho de 2023 em Rondônia, tem como objetivo restaurar 3.000 hectares de vegetação nativa e aumentar a renda de comunidades locais em até 60%.
A técnica utilizada no projeto é a muvuca, que consiste na semeadura direta de uma mistura de sementes de diversas espécies nativas, inspirada no conhecimento dos povos indígenas do Xingu. Essa abordagem não apenas promove a regeneração da floresta, mas também fortalece a economia local, pois as comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, são responsáveis pelo fornecimento das sementes e recebem remuneração por isso.
O Fundo JBS Pela Amazônia financia a iniciativa, enquanto a Ecoporé gerencia a execução do projeto. As áreas a serem restauradas serão isoladas, e oficinas de capacitação serão realizadas para os envolvidos. Os Escritórios Verdes JBS também contribuirão, ajudando os agricultores a adotar práticas mais sustentáveis e a regularizar suas propriedades.
Impacto e Sustentabilidade
De acordo com Lucas Scaracia, gerente-executivo do Fundo JBS pela Amazônia, o projeto visa unir ciência, engajamento comunitário e sustentabilidade. A escolha de Rondônia não é aleatória; o estado possui uma grande quantidade de áreas degradadas ligadas à pecuária, tornando-se um local ideal para a aplicação do projeto. A ideia é que cada propriedade restaurada se torne uma “vitrine” para outros produtores, incentivando a replicação do método.
Marcelo Ferronato, presidente da Ecoporé, destaca que o objetivo é transformar as áreas restauradas em espaços de aprendizado, conectando conservação e desenvolvimento. A primeira oficina do projeto ocorrerá em julho, com o plantio de sementes programado para entre outubro e novembro de 2025. O Fundo JBS Pela Amazônia já destinou mais de R$ 200 mil para a fase inicial, com potencial para restaurar até 3.000 hectares e utilizar até 210 toneladas de sementes nativas ao longo de dez anos.
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