- O governo brasileiro enfrenta desafios nas exportações devido à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, que entra em vigor em 1º de agosto.
- O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou a negociação com os EUA como prioridade.
- Durante a sanção do programa Acredita Exportação, Alckmin anunciou incentivos para micro e pequenas empresas, que podem chegar a 3% das receitas de exportação.
- O programa também prevê a suspensão de tributos para empresas que importem insumos para produção de bens destinados à exportação.
- A expectativa é que o programa ajude as micro e pequenas empresas a se adaptarem e encontrarem novas oportunidades no mercado internacional.
O governo brasileiro enfrenta um novo desafio nas exportações com a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que entra em vigor em 1º de agosto. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, enfatizou que a prioridade do governo é a negociação com os Estados Unidos para mitigar os impactos dessa medida.
Durante uma cerimônia de sanção do programa Acredita Exportação, Alckmin destacou que a iniciativa visa beneficiar micro e pequenas empresas, oferecendo incentivos que podem chegar a 3% das receitas obtidas com exportações. O programa, que será regulamentado a partir de agosto, busca ampliar a base exportadora desse segmento, que representa cerca de 40% do total de exportadores brasileiros, embora suas exportações somem apenas US$ 2,6 bilhões em 2024.
Medidas de Apoio
Além dos incentivos diretos, o programa prevê a suspensão de tributos para empresas que importem insumos destinados à produção de bens para exportação. Alckmin afirmou que o Acredita Exportação é um passo importante para fortalecer o multilateralismo e antecipar os benefícios da reforma tributária, que visa eliminar a cumulatividade que encarece as exportações.
O governo está ciente de que a tarifa imposta pelos EUA é uma forma de pressão para um realinhamento econômico, mas mantém o foco nas negociações. A expectativa é que, com o novo programa, as micro e pequenas empresas possam se adaptar e encontrar novas oportunidades no mercado internacional, mesmo diante de desafios impostos por tarifas externas.
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