- Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Gradiente não pode usar a marca “iPhone” no Brasil.
- A disputa judicial começou em 2000, quando a Gradiente registrou o nome antes do lançamento do iPhone no país.
- A Gradiente, fundada em 1964, enfrentou dificuldades financeiras e mudou sua estratégia, investindo em energia solar.
- A empresa aplicou R$ 50 milhões no setor de energia solar e deixou de fabricar eletrônicos diretamente.
- Além disso, a Gradiente licenciou sua marca para uma importadora de eletroportáteis, ajudando a liquidar parte de suas dívidas, que totalizavam cerca de R$ 976 milhões.
Em 2023, a disputa judicial entre a Gradiente e a Apple pelo uso da marca “iPhone” no Brasil chegou ao fim com uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou à Gradiente o direito de uso da marca. A batalha legal, que se arrastou por mais de uma década, começou quando a Gradiente registrou o nome em 2000, antes do lançamento oficial do iPhone no Brasil.
A Gradiente, fundada em 1964, destacou-se no mercado brasileiro de eletrônicos nas décadas de 1970 e 1980, produzindo equipamentos de áudio e vídeo. No entanto, a empresa enfrentou dificuldades financeiras nas décadas seguintes, exacerbadas pela concorrência internacional e pela abertura econômica. Tentativas de diversificação, como parcerias com a Nintendo e lançamentos de novos produtos, não foram suficientes para reverter a situação.
Após a recuperação judicial, a Gradiente mudou sua estratégia e agora investe em energia solar, aplicando R$ 50 milhões para consolidar sua presença nesse setor, que é o terceiro maior do mundo. A empresa também deixou de fabricar eletrônicos diretamente e passou a locar sua antiga fábrica na Zona Franca de Manaus, obtendo recursos com a locação de galpões industriais.
Além disso, a Gradiente licenciou sua marca para uma importadora de eletroportáteis, recebendo royalties sobre as vendas. Essa nova abordagem ajudou a empresa a liquidar parte de suas dívidas, que totalizavam cerca de R$ 976 milhões, pagando aproximadamente R$ 138 milhões. O presidente do conselho de administração, Eugênio Staub, afirmou que a Gradiente continua a buscar inovação e oportunidades de investimento em outros segmentos.
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