- O lulo, fruta tropical de origem andina, começa a ser cultivado no Brasil, onde é pouco conhecido.
- O engenheiro agrônomo Eduardo Perillo criou um híbrido nacional em Londrina, Paraná, e destaca que a fruta brasileira é mais doce devido ao clima.
- Pequenos agricultores em São Paulo também estão investindo na fruta, produzindo produtos como licor e geleia.
- A demanda por lulo está crescendo, com agricultores buscando diversificar suas produções.
- O lulo, conhecido cientificamente como Solanum quitoense, possui baixo valor calórico e alto valor nutricional, e o Brasil pode se tornar um novo polo de produção da fruta.
O lulo, fruta tropical de origem andina, começa a ganhar espaço no Brasil, onde é pouco conhecido. Com casca fina e alaranjada, sua polpa é suculenta e de sabor cítrico, lembrando uma mistura de abacaxi com limão. Tradicionalmente popular na Colômbia e no Equador, o lulo é utilizado em sucos, drinques e pratos típicos. Em São Paulo, restaurantes colombianos como Macondo e Patacón Pisao já oferecem a fruta em diversas preparações.
Recentemente, o cultivo do lulo no Brasil tem se expandido. O engenheiro agrônomo Eduardo Perillo é um dos pioneiros, tendo criado um híbrido nacional em sua propriedade em Londrina, Paraná. Ele relata que, devido ao clima brasileiro, a fruta produzida localmente é mais doce. Perillo já vendeu até 100 kg por semana, mas enfrenta desafios com o fornecimento de água e planeja retomar a produção em menor escala.
Além de Perillo, pequenos agricultores em São Paulo também estão apostando na fruta. Reginaldo Oliveira, da chácara CoguLi, produz licor de lulo, enquanto Bernadete Alcebíades, do sítio Recanto do Jakinha, destaca a popularidade de sua geleia. Ambos relatam que a fruta é fácil de cultivar e atraente para o mercado. A demanda por lulo está crescendo, com agricultores buscando diversificar suas produções.
O lulo, conhecido cientificamente como *Solanum quitoense*, possui baixo valor calórico e alto valor nutricional. Com o aumento do interesse, o Brasil pode se tornar um novo polo de produção dessa fruta exótica, que já é exportada por países como Colômbia e Peru para mercados na Europa e nos Estados Unidos.
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