- As cotações do petróleo subiram em primeiro de agosto após anúncio de acordo comercial entre Donald Trump e a União Europeia (UE).
- O barril de petróleo Brent aumentou 2,34%, alcançando US$ 70,04, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu 2,38%, cotado a US$ 66,71.
- O acordo estabelece tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados para os Estados Unidos, evitando um aumento para 30%.
- A UE se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em hidrocarbonetos americanos nos próximos três anos.
- Trump deu um ultimato de 10 a 12 dias para que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, finalize um acordo de paz com a Ucrânia, sob pena de sanções severas.
As cotações do petróleo registraram alta nesta segunda-feira, 1º de agosto, após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo comercial com a União Europeia (UE) e um novo ultimato à Rússia para encerrar a guerra na Ucrânia. O barril de petróleo Brent subiu 2,34%, alcançando US$ 70,04, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou 2,38%, cotado a US$ 66,71.
O acordo entre Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi revelado durante um evento na Escócia. O pacto estabelece tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados para os EUA, evitando um aumento que poderia chegar a 30% em agosto. Além disso, a UE se comprometeu a comprar 750 bilhões de dólares em hidrocarbonetos americanos nos próximos três anos.
Pressão sobre a Rússia
A pressão sobre a Rússia também aumentou com o novo ultimato de Trump, que deu um prazo de 10 a 12 dias para que o presidente russo, Vladimir Putin, finalize um acordo de paz com a Ucrânia. Caso contrário, Trump ameaçou aplicar sanções severas, incluindo tarifas de 100% sobre importações de países que adquirirem petróleo russo. Essa medida visa impactar diretamente a economia russa e o comércio global de energia.
Analistas do mercado, como Robert Yawger, da Mizuho USA, destacam que a combinação do acordo comercial e das ameaças a Putin gerou uma reação positiva nos preços do petróleo. A expectativa é que, se as negociações entre Pequim e Washington não avançarem, isso poderá afetar a demanda global, já que a China é o maior importador de petróleo do mundo.
Impacto nas Refinarias
As sanções já impostas pela União Europeia, que restringem as importações de petróleo russo, também têm gerado preocupações. Refinarias na China, Índia e Turquia, que têm importado grandes volumes de petróleo russo, podem ser severamente impactadas. Desde o início do ano, a China tem adquirido em média 1,99 milhão de barris por dia, enquanto a Índia consome cerca de 1,75 milhão de barris diariamente.
A escalada das tensões entre os EUA e a Rússia, somada ao novo acordo comercial, está moldando o cenário do mercado de petróleo, com potenciais repercussões para os preços globais e para a economia dos países envolvidos.
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