- As negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China ocorrem em Estocolmo.
- O objetivo é discutir a prorrogação da trégua tarifária que termina em 12 de agosto.
- O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, mencionou a possibilidade de uma extensão de 90 dias.
- As conversas abordaram tarifas sobre fentanil e importação de petróleo russo e iraniano pela China.
- Um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, pode ocorrer entre o final de outubro e o início de novembro.
As negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China estão em andamento em Estocolmo, com o objetivo de discutir a prorrogação da trégua tarifária que expira em 12 de agosto. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que uma extensão de 90 dias é uma possibilidade, mas a decisão final cabe ao presidente Donald Trump.
Durante as conversas, que duraram mais de cinco horas, os representantes abordaram questões sensíveis, incluindo tarifas sobre o fentanil e a importação de petróleo russo e iraniano pela China. Lutnick destacou que as discussões buscam evitar o fim do acordo e fortalecer a cooperação entre as duas potências.
O U.S. Trade Representative, Jamieson Greer, comentou que a disposição da China para dialogar é um “bom sinal”, embora não espere um “avanço enorme” nas negociações. Ele enfatizou que o foco deve ser o monitoramento da implementação dos acordos já firmados.
Expectativas e Desdobramentos
As conversas em Estocolmo são vistas como um passo preparatório para um possível encontro entre Trump e o líder chinês Xi Jinping. Especialistas acreditam que essa reunião pode ocorrer entre o final de outubro e o início de novembro, o que poderia influenciar o futuro das relações comerciais.
Enquanto isso, Trump deve anunciar novas tarifas para mais de 150 países que não chegaram a um acordo com os EUA. As chamadas “tarifas recíprocas” estão programadas para entrar em vigor em 1º de agosto e incluem diversas economias que tentam reduzir encargos.
As negociações também incluem a flexibilização de algumas restrições às exportações chinesas de terras raras e o restabelecimento parcial do acesso da China a semicondutores americanos. A prorrogação da trégua tarifária é vista como um sinal positivo para a continuidade das conversas e para a estabilidade nas relações bilaterais.
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