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Transporte por aplicativo registra maior inflação em quase três anos, com 44,49%

Inflação do transporte por aplicativo atinge 13,77% em junho, a maior em quase três anos, refletindo aumento na demanda e tarifas dinâmicas.

Motorista de aplicativo dirige em São Paulo (Foto: Danilo Verpa - 3.out.23/Folhapress)
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  • A inflação do transporte por aplicativo no Brasil subiu de 5% em maio para 13,77% em junho, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
  • A alta acumulada em 12 meses atingiu 44,49%, a maior taxa em quase três anos, impulsionada por tarifas dinâmicas e aumento na demanda.
  • O café moído teve a única alta superior, com aumento de 77,88%.
  • O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou que os preços subiram em todas as 13 capitais analisadas, com Porto Alegre e São Paulo apresentando as maiores variações, de 17,03% e 16,29%, respectivamente.
  • O número de motoristas de aplicativos cresceu 35% entre 2022 e 2024, mas os custos, como aluguel de veículos e etanol, também aumentaram.

A inflação do transporte por aplicativo no Brasil subiu de 5% em maio para 13,77% em junho, conforme dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Essa alta resultou em um aumento acumulado de 44,49% em 12 meses, a maior taxa registrada em quase três anos. O crescimento foi impulsionado por tarifas dinâmicas e uma demanda crescente por serviços.

O IPCA, que abrange uma cesta de 377 bens e serviços, mostrou que apenas o café moído teve uma alta superior à do transporte por aplicativo, com 77,88% de aumento. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacou que o transporte por aplicativo teve a maior inflação mensal desde dezembro do ano passado, quando registrou um aumento de 20,7%.

Fatores de Influência

Diversos fatores contribuíram para essa inflação, como tarifas que aumentam com a demanda e um maior número de passageiros devido a feriados e eventos. O IBGE observou que os preços subiram em todas as 13 capitais e regiões metropolitanas analisadas, com Porto Alegre e São Paulo apresentando as maiores variações, de 17,03% e 16,29%, respectivamente. O Rio de Janeiro teve a menor alta, de 9,1%.

O economista André Braz, do FGV Ibre, apontou que a demanda dos consumidores é o principal fator que pressiona os preços. A pesquisadora Maria Andreia Parente Lameiras, do Ipea, complementou que a recuperação do mercado de trabalho aumentou a renda dos brasileiros, permitindo maior consumo de serviços de transporte.

Crescimento do Setor

A Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia) informou que o número de motoristas de aplicativos cresceu 35% entre 2022 e 2024, passando de 1,3 milhão para 1,7 milhão. No entanto, os custos para os motoristas também aumentaram, com o aluguel de veículos subindo 16,13% e o etanol 11,21% nos últimos 12 meses.

Os dados do IPCA-15, indicador prévio do IPCA, mostraram que o transporte por aplicativo subiu 14,55% em julho, a maior variação desde novembro de 2021. Com isso, o serviço acumulou alta de 20,61% nos 12 meses até julho, refletindo a pressão contínua sobre os preços no setor.

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