- O governo brasileiro está em diálogo com a Embraer para enfrentar os impactos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos.
- O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em evento no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
- A tarifa deve entrar em vigor em 1º de agosto e pode afetar severamente a receita da fabricante de aviões.
- O presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, alertou que a tarifa pode causar cancelamentos de pedidos e adiamentos de entregas, além de um custo adicional de cerca de US$ 9 milhões por avião exportado para os EUA.
- Os Estados Unidos são o principal mercado da Embraer, tornando a situação ainda mais crítica para a empresa, que já enfrenta desafios devido à pandemia de Covid-19.
O governo brasileiro está em diálogo com a Embraer para enfrentar os impactos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, nesta terça-feira, 29. A medida, que pode afetar severamente a fabricante de aviões, está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
Durante um evento no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, Costa Filho destacou que o governo está comprometido em buscar soluções para mitigar os efeitos da tarifa. Ele mencionou a possibilidade de aumentar a oferta de crédito à Embraer, que já enfrenta desafios significativos devido à pandemia de Covid-19.
O presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, já havia alertado que a tarifa pode ter um impacto na receita da empresa semelhante ao da crise provocada pela pandemia. Ele afirmou que os efeitos podem incluir cancelamentos de pedidos, adiamentos de entregas e uma diminuição nos investimentos. Além disso, a tarifa pode acarretar um custo adicional de cerca de US$ 9 milhões por avião exportado para os EUA.
Os Estados Unidos representam o principal mercado para a Embraer, tornando a situação ainda mais crítica. A empresa, que já lida com as consequências da pandemia, agora se vê diante de um novo desafio que pode afetar sua força de trabalho e operações. O governo brasileiro, por sua vez, busca alternativas para proteger a indústria nacional e minimizar os danos causados pela nova tarifa.
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