- A Iveco anunciou a cisão da empresa e está em negociações para vender sua unidade de defesa para a Leonardo e sua divisão de caminhões para a Tata Motors.
- As transações podem totalizar € 5,5 bilhões (cerca de US$ 6,1 bilhões).
- A venda da unidade de defesa atende à demanda do governo italiano por controle local no setor.
- A Leonardo ofereceu cerca de € 1,6 bilhão pela unidade, incluindo dívidas.
- A reestruturação da Iveco faz parte de um esforço da holding Exor para diversificar seus investimentos.
O grupo Iveco anunciou uma cisão significativa, confirmando que está em negociações avançadas para vender sua unidade de defesa para a Leonardo e sua divisão de caminhões para a Tata Motors. As transações, que podem totalizar € 5,5 bilhões (cerca de US$ 6,1 bilhões), visam reestruturar a empresa controlada pela família Agnelli.
O comunicado foi divulgado nesta terça-feira, 29 de outubro, após a Bloomberg News informar que a Iveco se preparava para anunciar a venda. As ações da empresa subiram até 7,4% após a notícia, refletindo um aumento de mais de 100% no valor das ações em 2023, avaliando a empresa em € 5,6 bilhões.
Detalhes das Negociações
A venda da unidade de defesa para a Leonardo atende à demanda do governo italiano por manter o setor sob controle local. A Leonardo, que já fabrica veículos especializados para defesa, ofereceu cerca de € 1,6 bilhão pela unidade, incluindo dívidas. Embora essa proposta seja inferior a outras, ela é considerada competitiva.
Por outro lado, a Tata Motors, que já possui a Jaguar Land Rover, está em conversas com a Iveco para adquirir a divisão de caminhões, que inclui veículos comerciais e ônibus. Essa aquisição representa uma oportunidade estratégica para a Tata, permitindo uma expansão significativa no mercado europeu.
Implicações para o Mercado
A reestruturação da Iveco, que emprega cerca de 36.000 pessoas e possui fábricas na Europa, China e América Latina, é parte de um esforço mais amplo da holding Exor para diversificar seus investimentos. A venda da Iveco marca a saída da família Agnelli de um negócio que remonta a 1903.
O CEO da Leonardo, Roberto Cingolani, mencionou que a empresa está em discussões com a Rheinmetall para potencialmente compartilhar as atividades de defesa da Iveco. A venda também ocorre em um contexto de aumento dos orçamentos militares na Europa, especialmente após a invasão da Ucrânia.
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