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ONGs israelenses denunciam genocídio de palestinos em Gaza pela primeira vez

B’Tselem e Physicians for Human Rights afirmam que Israel comete genocídio contra palestinos e pedem ação imediata de aliados ocidentais.

Palestinos inspecionam o local de um ataque aéreo israelense na cafeteria Al-Baqa, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, no oeste da Cidade de Gaza, em 30 de junho de 2025. (Foto: REUTERS/Mahmoud Issa)
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  • As organizações israelenses de direitos humanos B’Tselem e Physicians for Human Rights (PHR) afirmaram que Israel está cometendo genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza.
  • Essa declaração, feita em 28 de agosto de 2023, é a primeira vez que grupos israelenses endossam tal conclusão e pedem ação dos aliados ocidentais.
  • Os relatórios destacam que as políticas israelenses e declarações de autoridades contribuíram para essa conclusão.
  • O governo israelense nega as acusações, considerando-as antissemitas e defendendo que está em uma guerra existencial.
  • Os relatórios foram baseados em relatos e análises de especialistas, já que as organizações não puderam acessar Gaza durante o conflito.

Duas organizações israelenses de direitos humanos, B’Tselem e Physicians for Human Rights (PHR), afirmaram que Israel está cometendo genocídio contra os palestinos na Faixa de Gaza. Essa declaração, feita em 28 de agosto de 2023, marca a primeira vez que grupos israelenses de defesa dos direitos humanos endossam tal conclusão, pedindo ação dos aliados ocidentais.

Os relatórios, lançados em conjunto, destacam que as políticas israelenses e as declarações de autoridades sobre os objetivos da guerra contribuíram para essa conclusão. Guy Shalev, diretor da PHR, expressou que muitos israelenses costumam descartar acusações de genocídio como antissemitas. Ele espera que suas declarações ajudem a reconhecer a realidade da situação.

O governo israelense, por sua vez, defende que está em uma guerra existencial e nega as acusações de genocídio, considerando-as antissemitas. O relatório da B’Tselem critica a alegação israelense de que terroristas do Hamas estão presentes em instalações civis, afirmando que isso não justifica a destruição generalizada.

Os relatórios da B’Tselem e da PHR, que não puderam acessar Gaza durante o conflito, baseiam-se em relatos e análises de especialistas. O documento da PHR menciona que Israel cometeu atos que se enquadram na definição de genocídio, como infligir condições deliberadas para a destruição física de um grupo. Shalev, que é neto de um sobrevivente do Holocausto, expressou a dor de chegar a essa conclusão.

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